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Rádio Ararifm (Maranhão)

Pesquisador que fez estudo sobre ressurgimento de vírus tipo 3 da dengue 'previu' epidemia em 2025 (136 notícias)

Publicado em 25 de janeiro de 2025

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Conforme o professor Maurício Lacerda, risco de epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre devido à baixa imunidade da população.

São José do Rio Preto (SP) tem 2.217 casos e duas mortes pela doença em 2025. Maior epidemia: Rio Preto soma 1,9 mil casos e 2 mortes por dengue

Os pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) que fizeram o estudo sobre o ressurgimento do sorotipo 3 da dengue, um tipo de vírus que pode agravar os sintomas da doença, “previram” uma epidemia da doença em 2025.

Ao g1, o professor da Famerp, virologista do Hospital de Base (HB) e um dos autores do estudo, Maurício Lacerda Nogueira, relatou que a pesquisa faz parte de um programa da Vigilância Epidemiológica do qual participaram junto à prefeitura.

“Sabemos que, quando muda o sorotipo, vem acompanhado de epidemia. Quando detectamos o reaparecimento do vírus tipo 3, fomos capazes de ‘prever' uma epidemia em 2025, com casos graves”, explica o professor.

Conforme o pesquisador, quatro tipos do vírus da dengue são conhecidos e transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, sendo associados a epidemias. No caso do sorotipo 3, apesar de ter voltado a circular na região em 2023, a última vez que ele causou uma epidemia significativa em Rio Preto foi em 2008, ou seja, há pelo menos 17 anos.

A reintrodução do vírus gera um alerta para a população, uma vez que, conforme o professor, é possível contrair dengue novamente se houver contato com um sorotipo diferente.

Dessa forma, o risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre devido à baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse vírus desde as últimas epidemias.

“A dengue causa uma imunidade, ou seja uma ‘proteção'. A pessoa que foi infectada por dengue 1, por exemplo, está protegida da dengue 1 pelo resto da vida. Em um intervalo de um ano, ela também protege contra os outros sorotipos da doença. No caso da dengue 3, tem muita gente suscetível a esse vírus”, diz o virologista.

Segundo o professor, por participar ativamente da pesquisa, a Secretaria Municipal de Saúde tinha conhecimento da possibilidade de epidemia, vivida atualmente em Rio Preto. No entanto, ele explica que somente é possível mitigar os efeitos e estar preparado para enfrentá-la.

“A Vigilância Sanitária sabia o que estava acontecendo, a Secretaria de Saúde também. Ninguém foi alertado porque não precisava de alerta. Eles também fazem parte do processo [pesquisa]”, reitera Maurício.

Questionada pela reportagem sobre as ações e estratégias adotadas desde então, a Secretaria da Saúde não retornou até a última atualização desta reportagem.

O artigo foi publicado na semana passada no Journal of Clinical Virology, uma revista científica internacional. Rio Preto vive um cenário de emergência na saúde, com 2.217 casos e duas mortes pela doença neste ano, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Pesquisa

Na pesquisa, financiada pela Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pelo governo americano, os estudiosos observaram um aumento de casos de dengue sorotipo 3 na cidade, ao monitorar pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no HB.

Foram coletadas 31 amostras, entre novembro de 2023 e novembro de 2024, de pacientes positivos para a dengue tipo 3. Os sintomas mais comuns foram dor muscular, dor de cabeça e febre.

Os resultados das análises indicaram que o sorotipo pertence à mesma linhagem do identificado na Flórida, nos Estados Unidos, e na região do Caribe, e é diferente das cepas que circularam no Brasil durante os anos 2000.

Essas descobertas indicam que o surto de sorotipo na região do Caribe e na Flórida entre 2022 e 2024 provavelmente contribuiu para a introdução e disseminação do vírus por todo o Brasil, avaliam os pesquisadores.

Na região de Rio Preto, o vírus encontra as condições ambientais necessárias para a circulação: local quente e úmido, uma vez que a temperatura média anual é de pouco mais de 25°C e chove cerca de dois mil milímetros por ano.

“A combinação de tempo quente e úmido cria condições ideais para a formação de reservatórios de mosquitos transmissores de arbovírus e um local propício para o monitoramento”, completa o pesquisador.

Além disso, segundo a APqC, estudos mostram que a eclosão dos ovos do mosquito em água parada, que antes poderia levar até sete dias, agora pode ocorrer em apenas três, acelerando a reprodução dele.