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Diário do Rio Claro online

Pesquisador grava som de bichos para entender a biodiversidade

Publicado em 29 agosto 2014

O objetivo do projeto é utilizar novas tecnologias para mapear e monitorar a biodiversidade e entender os benefícios proporcionados para a sociedade com relação a qualidade da água, polinização, clima, recuperação natural de áreas etc.

 

A pesquisa, intitulada New Sampling Methods and Statical Tools for Biodiversity Research: Integrating Animal Movement Ecology with Population and Community Ecology, está sendo conduzida pelo Prof. Dr. Milton Cezar Ribeiro e pelo professor Otso Ovaskainen, da Universidade de Helsinki, em parceria com pesquisadores da Finlândia, dos Estados Unidos e do Canadá. Da Unesp de Rio Claro ainda participam do estudo os Profs. Dr. Mauro Galetti, Marco Piza, Thiago Silva e Patrícia Morelatto. Pelo menos 30 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, participam do projeto que tem duração de quatro anos e é financiado pela Fapesp (Fundo de Amparo á Pesquisa do Estado de São Paulo).

 

O professor Milton Cezar Ribeiro explica que o monitoramento do canto das aves será feito por meio de 60 gravadores que serão instalados na região do corredor Cantareira-Mantiqueira e também na Amazônia. Outras regiões também serão estudadas como é o caso do Pantanal e do cerrado sul-matogrossense. As gravações dos equipamentos vão fornecer informações para a criação de um banco de dados muito mais refinado, já que os animais serão monitorados 24 horas por dia, o que não acontece num trabalho de campo. O pesquisador informa que no momento o projeto está na fase de seleção de áreas e compra de equipamentos.

 

Além da gravação das aves, o estudo terá como base o monitoramento dos movimentos de queixadas, tucanos, avifauna, morcegos, esquilos, onça parda e onça pintada. A seleção incluiu bichos de diferentes tamanhos e diferentes questões ecológicas. “O projeto do Pantanal vai conciliar a movimentação da queixada com a onça pintada. Queremos saber como se dá a relação entre presa e predador”, comenta Ribeiro “O foco da pesquisa é a ecologia do movimento, identificar como a fauna se movimenta dentro de determinada região”, destaca o pesquisador.

 

a Morelatto. Pelo menos 30 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, participam do projeto que tem duração de quatro anos e é financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo á Pesquisa do Estado de São Paulo).

 

O professor Milton Cezar Ribeiro explica que o monitoramento do canto das aves será feito por meio de 60 gravadores que serão instalados na região do corredor Cantareira-Mantiqueira e também na Amazônia. Outras regiões também serão estudadas como é o caso do Pantanal e do cerrado sul-matogrossense. As gravações dos equipamentos vão fornecer informações para a criação de um banco de dados muito mais refinado, já que os animais serão monitorados 24 horas por dia, o que não acontece num trabalho de campo. O pesquisador informa que no momento o projeto está na fase de seleção de áreas e compra de equipamentos.

 

Além da gravação das aves, o estudo terá como base o monitoramento dos movimentos de queixadas, tucanos, avifauna, morcegos, esquilos, onça parda e onça pintada. A seleção incluiu bichos de diferentes tamanhos e diferentes questões ecológicas. “O projeto do Pantanal vai conciliar a movimentação da queixada com a onça pintada. Queremos saber como se dá a relação entre presa e predador”, comenta Ribeiro. Essa parte do projeto será desenvolvida em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), WCS Brasil e Vanderbilt.