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Pesquisador alerta para baixas taxas de assistência técnica no campo

Publicado em 11 agosto 2019

O Censo Agropecuário de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, dos estabelecimentos agropecuários brasileiros (mais de 5 milhões), apenas 19,9% receberam assistência técnica, com profundas diferenças regionais - 7,4% no Nordeste e 48,6% no Sul.

O pesquisador Alfredo Luiz, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), analisou esses dados e acredita que esses resultados são preocupantes, já que na atividade rural um dos fatores de sucesso é o nível de conhecimento técnico empregado pelos produtores.

De acordo com o estudo feito pelo pesquisador, entre as Unidades da Federação, as com melhor percentual de atendimento foram o Distrito Federal (82,5%), seguidas de Santa Catarina (55,2%), Rio Grande do Sul (51,8%), Paraná (46%) e São Paulo (42,1%).

Na bovinocultura, a taxa de assistência técnica também é baixa em todas as regiões brasileiras. – São Paulo tem o oitavo maior rebanho do país, o quadro surpreende – diz o pesquisador, pois apesar de concentrar grande parte da agroindústria nacional e abrigar importantes universidades e centros de pesquisa agropecuária, menos da metade dos produtores paulistas recebe assistência técnica e, entre eles, a maior parte diz seguir orientação própria.

O pesquisador relata que para buscar uma agricultura de baixo carbono, iniciou-se em 2018 o projeto Práticas estratégicas para mitigar as emissões de gases de efeito estufa nos sistemas de pastagens do sudeste brasileiro, pesquisa feita em conjunto pela Universidade de São Paulo, Embrapa, Instituto de Zootecnia, IBGE e Universidade da Califórnia, com o apoio a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). – Um dos objetivos foi estudar os fatores críticos para a transferência de tecnologia para auxiliar a tomada de decisões na cadeia produtiva da pecuária bovina – diz Alfredo.