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Pesquisa usa 3D para estudar tempestades

Publicado em 08 agosto 2010

Agência Fapesp

SÃO PAULO - Uma rede formada por câmeras de vídeo de alta resolução entrará em atividade até o início de 2011 para filmar tempestades em São José dos Campos (SP).

Os equipamentos estão sendo adquiridos com o apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático Impacto das mudanças climáticas sobre a incidência de descargas atmosféricas no Brasil, coordenado por Osmar Pinto Júnior, do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As câmeras integrarão o projeto Rammer ("Rede Automatizada Multicâmeras para o Monitoramento e Estudo de Raios"), ligado ao Temático e conduzido como trabalho de pós-doutoramento do engenheiro eletricista Antonio Carlos Varela Saraiva, com bolsa da FAPESP.

As três câmeras que darão início à rede contam com duas características fundamentais para o estudo de raios: alta velocidade de gravação e boa qualidade de imagem. Elas são capazes de registrar até 2 mil quadros por segundo com resolução de 1.280 por 720 pixels.

A ideia é que as câmeras registrem diferentes ângulos de uma mesma tempestade, o que ampliará o número de raios registrados por minuto e aumentará a qualidade das informações. "Com isso, será possível observar detalhes finos do raio", disse Saraiva à Agência FAPESP.

Há alguns anos, a equipe do Elat começou a estudar raios com a ajuda de câmeras de alta velocidade. Duas câmeras foram utilizadas, porém de maneira independente.

Ao apontar apenas uma câmera para uma tempestade, a quantidade de registros é limitada a uma média de 4% do total de raios daquela tormenta, podendo chegar a 10% em dias mais favoráveis. "Ficávamos sempre na dúvida se os raios registrados eram representativos daquela tempestade. Agora, com a rede de câmeras, essa amostragem aumentará", explicou Saraiva.