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Vale Paraibano

Pesquisa - Unitau desenvolve prótese óssea mais barata em S. José

Publicado em 18 agosto 2002

O IPD (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento), da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), de São José, está desenvolvendo próteses ósseas sintéticas de cerâmica para o tratamento de fraturas e osteoporose. Segundo o IPD, a nova técnica permite fabricar os componentes pela metade do custo dos importados. A variação no valor das próteses cerâmicas brasileiras pode chegar até 60%. O quilo do protótipo ósseo importado tem um valor médio de R$ 800. Já os fabricados no IPD não irão ultrapassar os R$ 400, afirmou o coordenador do projeto, Vítor Alexandre Silva. Segundo o pesquisador, as próteses de metal são as mais utilizadas, mas têm um maior desgaste e levem ser substituídas num prazo de três a cinco anos. Já as cerâmicas não sofrem degeneração pois são feitas com materiais compatíveis com o organismo e se integram ao esqueleto ósseo com facilidade. Silva disse que o tratamento vai possibilitar a regeneração de tecido ósseo lesionado ou perdido, decorrente de doenças ou fraturas em acidentes. Os testes de aplicação da prótese vêm sendo realizados em cobaias ratos, coelhos e porcos. Os resultados preliminares apontam que a regeneração óssea, com a utilização do protótipo, diminuiu de oito para três semanas. A pesquisa está sendo financiada pela Fapesp (Fundação de à Pesquisa do Estado de São Paulo) em conjunto com a Univap, com um investimento inicial de R$ 100 mil.