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Pesquisa tem verba de R$ 560 milhões

Publicado em 18 julho 2007

Mais de 50% da produção científica do País estão concentradas no Estado de São Paulo, sendo que, dos cerca de R$ 560 milhões da previsão orçamentária da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), 40% são destinados especificamente às áreas de Saúde e Biológicas, no geral. Segundo o presidente da Fapesp, o professor Carlos Vogt, atualmente são cerca de 18 mil projetos em andamentos na Fundação, distribuídos em todos os municípios do estado, dentre os quais, São Paulo, São José dos Campos, São Carlos, Ribeirão Preto e os da Região Metropolitana de Campinas são os que apresentam maior demanda.

"Eu considero que temos uma situação de distinção excepcional no cenário nacional e da América Latina. Além de concentrarmos os maiores institutos e centros de produção de pesquisa e universidades, São Paulo é um grande usuário de outras fontes de financiamento do País, como CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)", opinou Vogt, satisfeito com a verba destinada ao setor.

"Eu penso que nós temos recursos suficientes para atender a demanda existente". A Fapesp é uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do País e a principal do estado, ligada à Secretaria de Desenvolvimento do Governo do Estado. Desde 1962, com autonomia garantida por lei, a Fapesp concede auxílios à pesquisa e bolsas em todas as áreas do conhecimento.

Bolsas e Auxílios são os meios tradicionais oferecidos pela Fapesp para o fomento da pesquisa científica e tecnológica (Bolsas se destinam a estudantes de graduação e pós-graduação e Auxílios a pesquisadores com titulação mínima de doutor) em todas as áreas do conhecimento: Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Lingüística e Letras e Artes, além de financiar outras atividades de apoio à investigação, ao intercâmbio e à divulgação da ciência e da tecnologia em São Paulo. Segundo o presidente da fundação, as duas primeiras são as áreas que mais têm demanda, e que consomem quase metade do orçamento da Fundação. "Hoje essas são as áreas que concentram o maior número de investimentos. Dos 18 mil projetos que circulam na Fapesp atualmente, cerca de 40% são das áreas de Saúde ou Ciências Biológicas", disse. A fundação recebe, no dia 30 de cada mês, 1% da receita tributária do estado, maior fonte de renda para repasse. Segundo dados da Fapesp, como a verba é repassada diretamente ao pesquisador ou orientador do projeto, torna-se complicado dizer qual dos projetos circulantes receberam um maior repasse, mas é nítido que pesquisadores de universidades públicas têm maior presença nessas seleções. Até janeiro de 2007, a Fapesp já havia gastado mais de R$ 70 milhões de seu orçamento previsto.

As Bolsas e Auxílios são concedidos dentro de três linhas. As Linhas Regulares estão voltadas para o atendimento da demanda espontânea dos pesquisadores, um suporte das propostas de pesquisa livremente pensadas e formuladas pela comunidade científica. Os Programas Especiais voltam-se para a superação de carências existentes, ou até mesmo antevistas. Já a linha de Inovação Tecnológica compreende diversos programas cujas pesquisas têm grande potencial de desenvolvimento de novas tecnologias.Os programas dessas duas linhas são os pilares da ação indutora do desenvolvimento científico que cabe à Fapesp desempenhar.

Todas as propostas encaminhadas à Fapesp, são avaliadas por pares, assessores escolhidos entre cientistas, de acordo com a área do conhecimento em que se insere cada projeto.