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Tribuna (Ribeirão Preto, SP)

Pesquisa ribeirão-pretana aborda tratamento as picadas

Publicado em 29 novembro 2020

Por João Camargo

Recentemente, um estudo em conjunto entre um aluno e uma docente do curso de medicina do Centro Universitário Barão de Mauá - Mouzarllem Barros dos Reis e Karina Furlani Zoccal, respectivamente -foi publicado em uma revista científica interdisciplinar britânica e mostra resultados promissores no que diz respeito ao uso de um corticoide de fácil acesso para tratamento de picadas de escorpião amarelo.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores avaliaram a inflamação desencadeada pelo envenenamento e a relação com os neurotransmissores em camundongos.

De acordo com Karina, após a injeção da peçonha, ocorre a disseminação até atingir a circulação sanguínea do animal.

Nos casos severos, o reconhecimento do veneno por células de defesa resulta na liberação de mediadores de inflamação que, por sua vez, induz a produção do neurotransmissor e provoca alterações pulmonares e cardíacas.

Mouzarllem informa que o estudo demonstrou pela primeira vez que, nos casos mais graves, ocorre uma reação que pode levar o paciente à morte. Outro fator observado foi que a reação é capaz de ser bloqueada com o uso de um corticoide.

`` A peçonha do escorpião amarelo ativa a resposta imune que modula o sistema nervoso autônomo, contribuindo para as manifestações clínicas, em especial a disfunção cardíaca e mortalidade durante o envenenamento. O estudo propõe o uso de um corticoide, a dexametasona, para tratamento inicial em locais onde não há soro antiescorpiônico ”, esclarece.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que, como a pesquisa foi realizada em camundongos, é de extrema importância a realização de estudos clínicos. O estudo foi coordenado pela professora doutora Lúcia Helena Faccio li da Universidade de São Paulo (USP) e teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp).