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Pesquisa revela que anfíbios devem reduzir no bioma

Publicado em 20 fevereiro 2014

Segundo dados do estudo realizado por pesquisadores do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás (UFG), o número de espécies e o tamanho das populações de anfíbios existentes da Mata Atlântica devem diminuir em razão das mudanças climáticas previstas para ocorrer no bioma nas próximas décadas.

Alguns dos resultados da pesquisa foram apresentados durante o "Workshop Dimensions US-BIOTA São Paulo - A multidisciplinary framework for biodiversity prediction in the Brazilian Atlantic forest hotspot", realizado dia 10 de fevereiro na, na Fapesp, no âmbito do projeto de pesquisa "Dimensions US-BIOTA São Paulo: integrando disciplinas para a predição da biodiversidade da Floresta Atlântica no Brasil".

O projeto reúne cientistas do Brasil, dos Estados Unidos e da Austrália e é realizado no âmbito de um acordo de cooperação científica entre o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-Fapesp) e o programa Dimensions of Biodiversity, da agência federal norte-americana de fomento à pesquisa National Science Foundation (NSF).

Atualmente, há 431 espécies de anfíbios na Mata Atlântica - bioma que detém 18% de todas as espécies desses animais na América do Sul.

Com base em quatro simulações climáticas distintas para a América do Sul até 2050, utilizadas no 4º Relatório de Avaliação (AR4) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os pesquisadores estimaram em quais áreas de proteção da Mata Atlântica essas espécies de anfíbios estarão localizadas, levando em conta o tamanho, a forma e a posição geográfica das reservas florestais e as habilidades de dispersão dos animais em raios de 50, 100 e 200 quilômetros ao longo de 30 anos.

As projeções indicaram que os locais climaticamente adequados para a sobrevivência de anfíbios na Mata Atlântica deverão diminuir até 2050. Por essa razão, até 12% das espécies de anfíbios, localizados principalmente nas porções norte e sudoeste do bioma, deverão entrar em extinção e 88% terão retração da população.