Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature neste mês.
Em entrevista à revista Science, o pesquisador explicou que havia poucos estudos sobre o comportamento das cobras venenosas ao morderem. Ele utilizou um método de se aproximar das cobras com botas de proteção, o que o permitiu refutar a ideia de que as jararacas só mordem quando são tocadas.
No estudo, foram utilizados 116 animais e realizadas 40.480 aproximações. A probabilidade de mordida foi maior em cobras menores, e as fêmeas da espécie mostraram-se mais agressivas que os machos, principalmente quando jovens e durante o dia. Além disso, as cobras tinham mais chances de morder em dias quentes, quando estão mais ativas, e se forem tocadas na cabeça.