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Nordeste Rural

Pesquisa promove alimento para peixes a base do colostro

Publicado em 25 dezembro 2013

O consumo de peixe no mundo alcançou níveis históricos em 2010, atingindo uma média de 17 kg por pessoa, com uma taxa anual de crescimento de 7% nos últimos anos. No entanto, esse aumento no consumo está atrelado ao refinamento das exigências do consumidor, que hoje busca informações com propósito de obter produtos alimentícios com qualidade em toda a cadeia produtiva. Para atender essa necessidade, o setor produtivo e a comunidade científica têm direcionado esforços para adequar boas práticas de manejo voltadas tanto para as condições ambientais, ao controle de qualidade da água, da ração ofertada, da limpeza e manutenção do cultivo e das condições de sanidade dos animais.

A pesquisa vem sendo realizada desde 2006, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os trabalhos razem análise da viabilidade da adição de colostro bovino liofilizado (CBL) como fonte protéica suplementar à ração de peixes endêmicos e neotropicais com diferentes hábitos alimentares.

Um desses estudos, coordenado pelo professor Raul Machado Neto, do Departamento de Zootecnia (LZT) da ESALQ, envolve pesquisadores do Laboratório de Anatomia e Fisiologia Animal e do Setor de Piscicultura do LZT, este sob liderança do professor José Eurico Possebon Cyrino. O foco do projeto são pacus e dourados, que apresentam dieta onívora e carnívora, respectivamente. "Já estudamos a importância do colostro para recém-nascidos caprinos, equinos, suínos e bovinos, mas à adição de colostro bovino na dieta de peixes é uma proposta inovadora", conta professor Raul Machado.

Para chegar às informações assertivas sobre os níveis de inclusão do CBL e seus efeitos no comportamento dos peixes, a equipe do professor Raul Machado continuará mapeando as reações no intestino. "Queremos conhecer o mecanismo intestinal em sua plenitude, considerando todos os elementos que permitem avaliar as diferentes dietas fornecidas para diferentes espécies e que isso possa representar, ao final desse processo, esperamos contribuir para o estabelecimento de alternativas de melhor custo e eficiência para o produtor", finalizou Raul Machado.

Da Redação do Nordeste Rural