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Tribuna Impressa

Pesquisa inédita vai comparar tipos da greening

Publicado em 24 junho 2008

Uma pesquisa inédita no Brasil e no mundo feita pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundacitrus) e a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da USP pretende comparar a greening asiática e a americana. O objetivo é entender melhor a estrutura, o comportamento e a agressividade da doença em suas duas formas e elaborar métodos eficazes de combate e controle.

A pesquisa, que recebeu R$ 1,1 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp), deve ter a participação de oito pesquisadores brasileiros, além da consultoria de três especialistas dos Estados Unidos, França e Espanha. A previsão é que a pesquisa seja concluída em quatro anos.

Renato Beozzo Bassanezi, pesquisador do Fundecitrus, diz que os estudos servirão também para comprovar o fato de que atualmente, a greening asiática é a mais rpesente no estado de São Paulo, tomando conta de 80% dos pomares doentes. Esse quadro é uma inversão do que ocorria em 2006, quando a greening americana era a mais encontrada no Estado, e, 90% das plantas atingidas. “A greening asiática é mais agressiva que a americana, se concentra em mais plantas e se multiplica com mais rapidez”, afirma o pesquisador . em abril de 2006, a doença estava presente em 92 municípios paulistas e, em maio de 2007, já tinha atingido 124 cidades.

Com o estudo, os pesquisadores poderão verificar outra hipótese, a que os insetos são mais atraídos para os pomares, quando as plantas estão contaminadas.

“Com base nos resultados dos estudos, vamos poder traçar as diferentes estratégias demanejo por talhão. Ainda não temos informações sobre a severidade da greening dentro da planta. Acreditamos hoje que três anos após a infecção a produção caia drasticamente”, afirma Armando Bergamin Filho, professor e coordenador do estudo.

Os pesquisadores poderão constatar, ainda , se as plantas cítricas sem sintomas são capazes de transmitir a doença. “Caso esta hipótese se confirme, o controle do inseto passará a ser ainda mais importante, além disso, será preciso desenvolver um método mais sensível para saber logo, se a planta está doente”, afirma.

A estimativa da Secretaria Estadual de Agricultura (SAA) é que a greening já tenha infectado os pomares em todas as regiões do Estado, a maior parte deles localizados em Araraquara e municípios vizinhos.