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Pesquisa identifica gene que permite produção de carne de frango mais saudável

Publicado em 19 setembro 2018

Um trabalho de pesquisa feita pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, quer entender as razões genéticas que levam ao acúmulo de gordura nos frangos, de modo a poder melhorar as linhagens comerciais, com mais músculo e menos gordura.

Na avicultura, existem principalmente duas linhagens: uma que privilegia a produção de ovos e outra voltada para a produção de carne. No passado, a ênfase no melhoramento genético do frango era para ganhar peso, resultando em aves com maior peito, coxas e sobrecoxas. O lado indesejado de tal melhoramento foi a obtenção de frangos mais gordos”, disse à Agência FAPESP, o professor titular no Departamento de Zootecnia da Esalq Luiz Lehmann Coutinho.

Os principais depósitos de gordura no frango estão localizados na pele (incluindo gordura subcutânea) e dentro da cavidade abdominal (placa abdominal).

“Hoje, o consumidor está mais atento à saúde. Quer alimentos mais saudáveis. No caso das aves, isso significa frangos com carne magra e menos gordura. Já os avicultores desejam aves que comam menos, cresçam mais e com maior rapidez. O objetivo da nossa pesquisa é justamente obter um animal que se alimente com menos ração e que use melhor os nutrientes, de modo a crescer saudável e produzir mais músculos”, disse Coutinho.

A investigação dos genes responsáveis pela deposição de gordura no frango foi publicada na revista BMC Genomics. O trabalho de identificação dos genes relacionados à deposição de gordura equivale ao de buscar agulhas (os genes de interesse ou genes candidatos) em um palheiro, ou seja, dentro do genoma da galinha.