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Plantão News (MT)

Pesquisa HCFMUSP revela que 31,4% dos pacientes com lesões graves haviam consumido drogas

Publicado em 10 novembro 2021

Estudo, feito com 376 pacientes internados no Hospital das Clínicas da FMUSP, revela ainda que substâncias psicoativas estavam presentes em 43,8% dos casos de pacientes vítimas de violência entre pessoas

 

Reunião dependentes químicos (ilustrativa)

Uma pesquisa inédita realizada no Hospital das Clínicas, por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, feita com 376 pacientes com lesões graves internados, revelou que 31% deles haviam consumido substâncias psicoativas como álcool, cocaína ou maconha. A pesquisa, que envolveu o Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Departamento de Medicina Legal e o Departamento de Medicina Preventiva, foi realizada com apoio da FAPESP e avaliou vítimas de acidentes de trânsito, de violência entre pessoas e de quedas.

Ainda de acordo com a pesquisa, a prevalência envolvendo uso de substâncias químicas foi ainda mais alta quando analisados os casos de violência interpessoal isoladamente, chegando a 43,8% nesse grupo. Em seguida, vieram as vítimas de acidente de tra?nsito (30,1%) e vítimas de quedas (28,6%). Segundo a pesquisa, entre os 31,4% dos casos em que foi identificada alguma substância psicoativa, o álcool foi a mais consumida, com 23%, seguida de cocaína, com 12%, e maconha, com 5%.

Os pacientes que apresentaram resultados positivos eram em sua maioria do sexo masculino, mais jovens do que aqueles que na?o consumiram nenhuma substância, solteiros e possuíam ensino médio completo. Além disso, acidentes relacionados com o uso de álcool e/ou drogas, possuíam maior probabilidade de ocorrerem no período noturno.

“O levantamento mostra que há uma alta prevalência do uso de substâncias psicoativas antes da ocorrência de lesões e traumas graves. É preciso que se conscientize cada vez mais a população para os riscos associados ao uso de substâncias como o álcool, cocaína e maconha, para que a gente consiga diminuir as consequências graves que podem decorrer dele”, afirma Henrique Silva Bombana, autor da pesquisa para sua tese de doutorado, realizada sob supervisão da professora Vilma Leyton, ambos da FMUSP.

Assessoria de Comunicação da FMUSP

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