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ICB-USP

Pesquisa FAPESP entrevista Prof. Edison Durigon do Depto. de Microbiologia

Publicado em 13 agosto 2009

O vírus, dissílabo que soa muito familiar à maior parte das pessoas e que desde abril, na sua vestimenta A H1N1, tornou-se personagem diária, às vezes de visibilidade escandalosa, na mídia de todo o planeta, ainda é capaz de intrigar, e muito, os cientistas que dedicam a vida a decifrá-lo. Para começar: trata-se de um organismo vivo? Não, ele não é classificado como ser vivo. Quando está fora da célula, é só um elemento químico. Mas, dentro dela, torna-se uma partícula infecciosa com enzimas e sequências de nucleotídeos que fazem com que se replique e se comporte como ser vivo. Quem explica assim o caráter ambíguo e ambivalente do vírus é Edison Luiz Durigon, 53 anos, professor titular e chefe do Laboratório de Virologia do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Outra questão: há vírus benéficos para o organismo humano, da mesma forma como há bactérias fundamentais para o metabolismo adequado do corpo do Homo sapiens? Não, ao que se sabe até aqui, nos diz Durigon. Nem todos produzem patologias, há os que permanecem inertes pela vida inteira até, mas não se conhecem benefícios de sua lavra.