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Pesquisa em SP descobre genes ativos do infarto

Publicado em 16 fevereiro 2009

Agência Estado

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia conseguiu descobrir os genes ativos no processo de infarto. Trata-se do primeiro passo para que se faça prevenção por intermédio de exames de genética em laboratório, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Dos 25 genes identificados no momento do enfarte pela pesquisa, oito deles são grandes candidatos a serem aplicados na rotina laboratorial, melhorando o diagnóstico dos pacientes.

Em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Santiago de Compostela, Instituto Ludwig e Instituto Príncipe Felipe de Valença, a pesquisa mapeou 10 homens que sofreram infarto, com idade entre 35 e 65 anos, e seis pessoas saudáveis.

Dos dez pacientes com infarto pesquisados, cinco estavam sofrendo o primeiro e outros cinco estavam com o problema pela segunda vez. A conclusão dos pesquisadores ao cruzar os dados dos dois grupos foi a de que a rede de genes ativada no processo é diferente nos dois casos.

A pesquisa, custeada também pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), recebeu uma verba de R$ 300 mil e deve estar totalmente concluída até o ano de 2010, segundo a Secretaria de Saúde.