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Pesquisa em Jundiaí inova tratamento para diabetes

Publicado em 02 julho 2010

Na busca de redução da glicemia e da reversão de danos causados aos órgãos dos pacientes diabéticos, alunos da FMJ (Faculdade de Medicina de Jundiaí) realizaram desde 2009 uma pesquisa com o o chá da planta popularmente conhecida como pata de vaca (Bauhinia forficata) em ratos de laboratório diabéticos, de características semelhantes aos humanos.

Coordenada pelo professor-doutor Eduardo Caldeira, a pesquisa foi feita pelos alunos Sérgio Augusto Fudaba Curcio (4º ano) e Mônica Naomi Hayashida (5º). Uma das constatações é que o chá reduziu os níveis de açúcar no sangue e aumentou o peso dos animais (a diabetes grave reduz o peso do paciente).

Os animais vieram do Japão para o Brasil através da França. Eles tomaram o chá da pata de vaca por 20 dias, à vontade. "Eles mostraram melhora, mas o chá não conseguiu controlar totalmente a diabetes, possivelmente devido ao tempo de tratamento ou porque o controle da glicose é um processo muito complexo e exige mais estudos", afirma Eduardo Caldeira.

De acordo com órgãos internacionais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), o diabetes mellitus afeta cerca de 190 milhões de pessoas no mundo.

Por esse motivo, os resultados da pesquisa serão apresentados e publicados em dois grandes eventos, o 15º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular (de 24 a 27 de julho) e a 25ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (de 25 a 28 de agosto), com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Científico).

Uso deve ter orientação médica

A doença afeta diferentes órgãos, inclusive a mucosa oral e as glândulas salivares, cujo mau funcionamento pode afetar a saúde geral do organismo. Por isso, esses órgãos também foram pesquisados e o chá mostrou-se ineficaz na recuperação dos danos. "Apesar da redução do nível de açúcar no sangue, o diabetes ainda continua prejudicando os órgãos pois os tecidos não apresentaram melhora", afirma Sérgio.

O resultado da pesquisa, segundo os alunos, é importante para alertar a população que costuma se automedicar ou tomar chás populares por conta própria. "O paciente precisa ter um acompanhamento médico sempre e não deve tomar nenhum medicamento antes de consultar um profissional", alerta Mônica. Na busca de tratamentos alternativos, o uso de plantas medicinais vem sendo usado em vários países.