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Pesquisa do CDMF recebe prêmio internacional de inovação na área de Materiais

Publicado em 28 janeiro 2019

Um trabalho desenvolvido no Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) recebeu o Prêmio Inovação 2018 da Nano-Micro Conference (Nano-Micro Conference Innovation Award 2018) na Coreia do Sul. O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP e é sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O trabalho apresentado na Conferência, intitulado “Modulation by modelling of the morphology of (nano) micromaterials”, está vinculado à pesquisa de doutorado de Amanda Fernandes Gouveia, coordenada pelo professor Elson Longo da Silva e realizada no Programa de Pós-Graduação em Química da UFSCar, com apoio da FAPESP.

A pesquisa premiada trabalha com a modelagem das diferentes formas que os materiais podem apresentar, de modo a compreender a influência das variáveis presentes no processo de síntese de um determinado material sobre a sua morfologia e, assim, sobre as propriedades desse material.

A conferência reúne pesquisadores, executivos e outros líderes de projetos na área em todo o mundo, para discutir novos desenvolvimentos e pesquisas de fronteira no campo multidisciplinar da Nano-Micro Ciência e Engenharia. Gouveia foi a única brasileira a participar da última edição.

Tungstato de prata e tungstato de zinco

O trabalho de Gouveia está vinculado à pesquisa que avaliou dois materiais (tungstato de prata e tungstato de zinco) e a influência da adição de reagentes e da utilização de diferentes temperaturas sobre as propriedades fotocatalíticas dos materiais. Essas propriedades estão relacionadas a aceleração de uma reação na presença de luz.

Amanda Gouveia explica que, no caso do tungstato de zinco, por exemplo, as amostras obtidas em diferentes temperaturas apresentavam diferentes atividades fotocatalíticas, apesar de terem as mesmas características. “Experimentalmente, não era possível descrever essas superfícies, dizer quais átomos, quais clusters estavam presentes. A modelagem tornou possível essa descrição, relacionando assim as diferentes temperaturas e as superfícies resultantes à atividade catalítica encontrada”, acrescenta a pós-doutoranda.

A estratégia desenvolvida pode ser aplicada em outros casos, favorecendo a síntese de outros materiais com determinadas propriedades desejadas em processos versáteis e de baixo custo. “Desenvolvemos uma estratégia de modelagem química 3D programável para modulação de morfologia baseada na construção de Wulff. Essa nova estratégia não só dissocia o grau de complexidade da forma dos custos de produção e do tempo, mas também permite um processo versátil, de baixo custo e escalável para modelagem 3D de diversos materiais, o que poderia levar a novas funções e aplicações nessa área”, explica Gouveia.

Fonte: Redação/Assessoria Fapesp