Notícia

Ecofor Mata Atlântica

Pesquisa demonstrará relevância de musgos na Mata Atlântica

Publicado em 13 novembro 2017

Além das plantas de grande porte, como árvores, também são importantes os estudos sobre as plantas menores como as epífitas avasculares, os populares musgos. São essas plantas menores que a mestranda Gabriela Brasci Berro, da Ecologia do Instituto de Biologia da Unicamp, está estudando em sua pesquisa. Ela é bolsista da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e faz parte do Projeto ECOFOR (Biodiversidade e Funcionamento de Florestas Degradadas e em Recuperação na Amazônia e na Mata Atlântica), financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Gabriela contou que como objetivo de seu projeto ela procura verificar a distribuição dos musgos e estimar sua biomassa total em duas parcelas estudadas na Serra do Mar em áreas acima dos 1000 metros de altitude. “Para entender a distribuição das epífitas faremos uma avaliação visual, para saber se há diferença na concentração de espécies dessas plantas em determinadas espécies de árvores, se a concentração muda nas faces das árvores (norte, sul, leste, oeste), e mesmo com relação à temperatura, umidade e iluminação de cada uma das parcelas.”

Já a medida de biomassa será um pouco mais complicada de fazer. “As árvores suporte serão classificadas de acordo com um índice de ocupação de epífitas avasculares e, assim, será necessário haverá coleta de material em cada uma dessas árvores das diferentes categorias. Será necessário coletar os musgos e. Esse procedimento será feito em todas as nas diferentes faces das árvores, em diferentes alturas do tronco e também nos galhos.”, explicou Gabriela.

Por fim, com todos os dados de biomassa coletados nas aproximadamente 30 árvores, a pesquisadora pretende criar um modelo matemático para que novas pesquisas com epífitas avasculares não necessitem retirar amostras das árvores.

Com relação aos resultados, Gabriela afirma diz que ainda não é possível fazer grandes afirmações, uma vez que a pesquisa está muito no início. Mesmo assim, a pesquisadora acredita que, por exemplo, não haverá diferença significativa na concentração de musgos com relação à face da árvore, mas que a biomassa total deve variar entre as áreas estudadas. Para Gabriela, a principal diferença estará relacionada à fatores como temperatura, umidade e iluminação das plantas.