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Diário do Rio Claro online

Pesquisa debate limites e possibilidades dos ecopontos de Rio Claro

Publicado em 26 agosto 2017

A mestranda em Geografia, Jessica Corgosinho Marcucci, em sua pesquisa de mestrado tratou do gerenciamento de resíduos sólidos em Rio Claro (SP) com ênfase nos ecopontos.

Sob a orientação da Profª Drª Ana Tereza Caceres Cortez, o estudo debate a importância dos ecopontos, das ações da administração municipal e do engajamento da população para que esses locais sejam eficazes nessa gestão. O estudo proporcionou a elaboração de material de divulgação e didático para a população, elaboração de mapas considerando a distância dos ecopontos, entre outros.

Entre os resultados obteve-se que os ecopontos são importantes para a cidade, pois funcionam como estruturas de apoio ao gerenciamento de resíduos sólidos através do descarte correto, tendo em vista a limpeza da cidade e a saúde da população.

O que é ecoponto?

Local disponível à população para entrega de pequenos volumes de diversos resíduos sólidos, visando o destino adequado dos mesmos. Por exemplo: materiais recicláveis como papel, plástico, metal e vidro, resíduos de construção civil e outros volumosos, eletroeletrônicos, pilhas e baterias, podas de árvore, dentre outros. Em Rio Claro (SP) os ecopontos localizam-se nos bairros Cervezão (Rua 6A, Avenida M21), Jardim São Paulo (Rua 1A), São Miguel (anel viário, perto da Avenida 62A), Inocoop/Guanabara (Avenida Tancredo Neves com a rodovia Fausto Santomauro), Jardim Figueira (Avenida 54 em frente à Rua 27) e Jardim das Palmeiras (Avenida 3JP, ao lado da Estação de Tratamento de Esgoto).

Ainda na cidade, além dos ecopontos, as atividades envolvendo a coleta de resíduos compreende a coleta seletiva, como a realizada pela cooperativa Cooperviva, e o Cata-bagulho.

Caso Rio Claro (SP)

A importância dada ao tema é devido a preocupação do destino irregular dado aos resíduos, que acarreta diversos impactos ambientais e sociais.

A pesquisadora constatou que, em alguns casos as pessoas colocam resíduos em espaços inapropriados, sendo que, às vezes, próximos aos ecopontos. Mas, dentro desses limites, ou seja, os maus hábitos da população, há possibilidades, como a identificação de possíveis áreas para implantação de novos ecopontos, como também ampliação do incentivo a separação e descarte correto de materiais, prezando pela coleta seletiva e reciclagem.

Assim, a pesquisadora recomenda como uma das soluções, a ampliação da divulgação desses locais e da educação ambiental e um consumo mais responsável, que evitaria desperdícios e descartes desnecessários de resíduos.

Elaboração de selo

Ideia que surgiu durante a pesquisa e que propõe a utilização de selo que permitam distinguir, conforme recolhimento de determinado tipo de material, de que maneira os ecopontos influenciam na coleta seletiva e/ou logística reversa.

Sistema cíclico

Foi defendido que os ecopontos são importantes para Rio Claro (SP), e que podem ser um exemplo a ser realizado em outras cidades, uma vez que os resíduos sólidos coletados apresentam possibilidades para destinação à reciclagem.

“O resíduo deve ser visto não como lixo, mas como oportunidade”, afirma a Profª Drª Clauciana Schmidth Bueno de Moraes que participou da banca examinadora. O sistema que apresenta-se hoje, precisa ser sustentável e cíclico, ou seja, “não consumir e jogar fora, mas sim repensar o consumo”, como diz a Profª Dra. Tania Maria Campos Leite da Claretiano Faculdade, também participante da banca.

A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo -FAPESP e CAPES, Processo nº 2015/02248-5 (FAPESP).

(texto Emily Gomes)