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Agência C&T (MCTI)

Pesquisa da UNIFRAN é patenteada nos Estados Unidos

Publicado em 23 novembro 2007

O estudo inédito sobre o medicamento capaz de, a princípio, controlar a Doença de Chagas acaba de ser patenteado nos Estados Unidos. A pesquisa realizada pelo Prof. Dr. Márcio Luis Andrade e Silva vem sendo desenvolvida há oito anos e os avanços nos estudos apontam que o medicamento surgirá de um composto obtido a partir da cubebina, uma substância extraída da semente seca da Piper cubeba pimenta asiática. O Prof. Márcio Andrade conseguiu chegar à definição após pesquisar por vários meses lignanas (substâncias ativas extraídas da Piper cubeba) com grande potencial anti-chagásico.

O mal de Chagas já infectou 16 milhões de pessoas no continente americano, sendo seis milhões no Brasil. O remédio mais utilizado no momento (benzonidazol) retarda os efeitos da doença, mas não promove a cura, além de provocar diversos efeitos colaterais.

A pesquisa despertou o interesse da JP Farmacêutica, de Ribeirão Preto. A assinatura de convênio realizada em outubro de 2006 entre a Universidade e a Industria de medicamentos (foto) garantiu o financiamento de 50% dos recursos necessários para os testes em humanos. "Os testes clínicos são muito caros. Com a parceria, em breve, iniciaremos os ensaios pré-clínicos em animais", revela o pesquisador da Unifran. A universidade e a empresa farmacêutica aguardam também uma resposta do Projeto de Inovação Tecnológica (PITE) enviado para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que viabilizará o início dos testes pré-clínicos e clínicos.

Com o Apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), o projeto está sendo desenvolvido na própria Universidade, com a colaboração dos professores doutores, Paulo Marcos Donate e Rosângela da Silva, todos do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP). Nesse projeto estão envolvidos também os professores doutores Sérgio Albuquerque e Jairo Kenupp Bastos e o aluno de doutorado Gustavo Henrique Souza, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP). "A participação da Unifran e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) no desenvolvimento deste trabalho é muito importantes", ressaltou o Prof. Márcio Andrade e Silva.

Detalhes sobre a Patente

As substâncias, de origem natural, que apresentam possibilidades de combater a Doença de Chagas não apresentaram efeitos colaterais e sua eficácia é de em quase 100% "in vitro", o que foi suficiente para a aprovação do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) do registro de patente.

O próximo passo foi solicitar depósito em forma de Patent Corporacion Treaty (PCT), no exterior. "A patente é garantida em 130 países. Na Áustria, um escritório especializado em patentes já fez o exame técnico e não encontrou nada semelhante no mundo, ou seja, é uma patente inédita", explica Andrade e Silva. Há 2 anos a patente foi depositada EUA, Japão e Europa. Na semana passada recebi a notícia do escritório de Advocacia responsável pela parte legal do depósito que os EUA por acha de extrema relevância a patente de medicamento contra Chagas, concedeu a patente. Fato muito importante, pois tal concessão não ocorre facilmente.

Fonte: Unifran