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Pesquisa da Unifesp revela expressão de proteínas secretadas por células de melanoma humano

Publicado em 25 outubro 2018

Um trabalho de doutorado de Tarcísio Liberato, aluno do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (Unifesp-Campus São José dos Campos), produzido junto ao Centro de Pesquisa em Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular (CeTICS), identificou e analisou 154 proteínas expressas em linhagens celulares com melanoma (tipo de câncer de pele) e outras 209 proteínas expressas de células metastáticas. Como os padrões das moléculas estudadas servem como assinaturas da doença, a descoberta pode gerar pistas importantes para o desenvolvimento de biomarcadores que diagnostiquem o câncer ou mesmo determinem o estágio da doença, viabilizando o tratamento de pacientes.

O trabalho, coordenado pelo pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) André Zelanis, analisou a expressão das proteínas liberadas junto com o secretoma (conjunto de proteínas secretadas por uma célula) derivado de um conjunto de fibroblastos de células pulmonares de um sítio metastático de paciente com melanoma. Também investigou fibroblastos da pele do mesmo paciente e duas linhagens celulares de melanoma metastático.

Zelanis explica que, ao secretar moléculas bioativas – como fatores de crescimento e enzimas capazes de degradar proteínas (proteases) –, as células do tecido conjuntivo, como os fibroblastos, são frequentemente recrutadas pelas células tumorais para o processo de surgimento do câncer, que eventualmente leva à progressão tumoral e sua disseminação. “Nosso objetivo final é usar essa descoberta com outros dados para poder entender o desenvolvimento do câncer ou prospectar marcadores associados a processos importantes da doença”, afirma o pesquisador à Agência Fapesp.

*Com informações da Agência Fapesp