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Pesquisa da Unicamp avança no controle da transmissão da zika

Publicado em 26 outubro 2016

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Pesquisadores da Unicamp estão mais perto de conseguir desenvolver um remédio contra a zika. Eles conseguiram mapear o caminho do vírus na célula do mosquito.

Após um ano de estudos, os pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp descobriram como a célula do mosquito Aedes albopictus, um parente do Aedes aegypti, é infectada pelo vírus da zika.

O segredo está no aumento dos lipídios, estruturas que ficam na membrana da célula do inseto. São como portas de entrada para o vírus da zika infectar a célula e depois se multiplicar.

“O que a gente fez foi identificá-las no processo de infecção viral e verificar qual a função dela nesse processo de infecção viral e multiplicação dentro da célula do mosquito”, disse o pesquisador da Unicamp Carlos Fernando Odilo Rodrigues Melo.

As imagens mostram o escaneamento de células normais do mosquito e as manchadas de vermelho, infectadas com o vírus da zika.

Quando o vírus entra na célula ele precisa de um caminho. Para isso existem os sinalizadores. É como se fossem placas indicando a rota. Os pesquisadores da Unicamp conseguiram identificar esses sinalizadores de nome complicado: fosfatidilcolinas. E dessa descoberta também surgiu o caminho inverso, estruturas que evitam a multiplicação. São antivírus naturais dentro do próprio organismo dos insetos.

“Você pode fazer com que ela seja sintetizada, com que ela possa ser disseminada e, por exemplo, funcionar como um inseticida direto para o mosquito, ou mesmo ser formado ou criado um medicamento justamente para combater a infecção do zika em seres humanos”, explicou Rodrigo Ramos Catharino, professor de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.