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Pesquisa da UFSCar avalia protocolo de alongamento de músculo peitoral relacionado à 'tendinite do ombro'

Publicado em 21 novembro 2013

O Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está desenvolvendo pesquisa sobre o efeito de protocolo de alongamento do músculo peitoral menor em parceria com a Ohio State University (OSU), sediada nos Estados Unidos. O projeto de pesquisa – coordenado pela professora Paula Rezende Camargo e intitulado "Effects of pectoralis minor stretching on resting muscle length and scapular kinematics during evolution of the arm in symptomatics subjects and people with shoulder pain" – foi aprovado em chamada da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançada em março deste ano para apoio a propostas de intercâmbio entre pesquisadores do Estado de São Paulo e colegas da universidade norte-americana. Além do projeto da UFSCar, outras 23 propostas foram aprovadas.

A pesquisa de Camargo – desenvolvida em parceria com John David Borstad, professor da OSU – visa avaliar o efeito de protocolo de alongamento do músculo peitoral menor. A pesquisadora da UFSCar explica que o encurtamento do músculo peitoral menor altera a cinemática da escápula – osso localizado na parte superior das costas - ou seja, interfere na movimentação normal desse osso. Esse encurtamento pode causar dor e a chamada síndrome do impacto, também conhecida popularmente como tendinite do ombro.

O protocolo de alongamento, desenvolvido com base na literatura científica, está sendo aplicado em pessoas com dor e sem dor, já que a pesquisa objetiva avaliar os efeitos do alongamento tanto em relação ao comprimento do músculo quanto em relação à diminuição da dor. Ele consiste em quatro repetições de um minuto de alongamento, feito todos os dias durante seis semanas. "Iniciamos a pesquisa no começo do ano e, até agora, foi possível perceber que o protocolo de alongamento aplicado traz a melhora da dor, ainda que, por enquanto, ele não tenha mostrado resultados efetivos no comprimento do músculo", relata Camargo.

"É bastante interessante trabalhar com o professor Borstad, que desenvolveu uma excelente técnica para avaliar os protocolos de alongamento, e, também, promover a internacionalização da pesquisa. Através dessa chamada, será possível que o professor ministre um curso no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFSCar, dividindo conosco sua experiência nessa área. Além disso, essa aproximação com a universidade de Ohio facilita os mestrados e doutorados sanduíche dos nossos estudantes e também nos dá fôlego para, futuramente, iniciar a análise da parte muscular posterior, na avaliação da cinemática do ombro", avalia a pesquisadora.

UFSCar