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Pesquisa busca sensor para gases tóxicos derivados do petróleo

Publicado em 27 novembro 2020

Pesquisa busca sensor para gases tóxicos derivados do petróleo conjunto de compostos orgânicos voláteis designado bela sigla BTEX- benzeno, o luen o, etil benzeno e xilenos-, derivados do petróleo, configura um grave problema ambiental e para a saúde humana, causando problemas ao sistema nervoso central, senlo considerado carcinogênico* mutagênico e podendo levar, inclusive, à morte. Assim, O monitoramento ambiental contínuo é essencial, mas, atualmente, depende de equipamentos caros e não portáteis, o que dificulta as análises em campo. Um estudo desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Departamento de Física (DF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) levou a resultados com alto potencial de aplicação em sensores portáteis e baratos para monitoramento e detecção de BTEX em quantidades muito inferiores â que las consideradas seguras (em partes por bilhão, quando os limites de segurança são estabelecidos em partes por milhão). Esses dispositivos poderiam ser utilizados nos vários ambientes em que a detecção de BTEX é relevante, como postos de combustível e outros locais de armazenamento dessas substâncias, locais com tráfego intenso de veículos e, até mesmo, em residências, já que tintas, solventes, ceras e pesticidas também são fontes de emissão desses gases. O trabalho- intitulado “ BTEX Gas Sensor Based on Hematite Micro rhombus es ” e publicado recentemente no periódico Sensor s and Actua tors B- apresenta o potencial da aplicação de cristais de hematita (óxido de ferro, material abundante e barato) na detecção de pequenas concentrações de BTEX. Dentre os autores estão Luís Fernando da Silva e Waldir A vansi Júnior, docentes do DF; Ariadne Cristina Catto, pesquisadora de pós-doutorado vinculada ao Departamento; e João Victor de Palma, estudante de graduação em Física na UFSCar. Outros quatro autores estão vinculados ao Institut Matéria ux Micro eléctron i que Na no sciences da Provença (IM2NP), na França, parceiros no desenvolvimento do projeto. O grupo brasileiro integra o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF http: cdm. org. br), sediado na UFSCar. O CDMF é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A pesquisa contou com apoio financeiro da Fapesp e foi conduzida na UFSCar e na Université Aix Marseille, na França.

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