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Pesquisa avança na compreensão do surgimento de doenças autoimunes

Publicado em 16 julho 2018

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Medicina (FMRP) e de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da Universidade de São Paulo (USP) usou o sistema CRISPR/Cas9 – uma ferramenta de edição do DNA – para manipular o gene Aire (sigla em inglês de autoimmune regulator) e, dessa forma, entender melhor como ele atua no controle de doenças autoimunes.

“Usamos, pela primeira vez, o CRISPR/Cas9 para ‘anular’ o Aire em células mTEC de camundongos cultivadas in vitro e estudar o efeito da perda de função desse gene”, explica Geraldo Aleixo Passos, professor da FMRP e da FORP-USP e coordenador do projeto. Pesquisadores da área de imunologia sempre associaram a função do gene Aire com a eliminação dos timócitos autoagressivos, mas ainda não havia uma demonstração cabal que validasse essa associação.

“Decidimos testar a hipótese de que o gene Aire estaria envolvido na eliminação dos timócitos autoagressivos ao controlar a adesão física ou contato deles com as células mTEC. Sem o contato físico com as células mTEC os timócitos autoagressivos não são eliminados”, explica Passos. Na avaliação Aleixo Passos, a utilização da técnica CRISPR/Cas9 abre perspectivas importantes de pesquisa no sentido de “editar” o genoma das células mTEC de camundongos de laboratório de modo a “mimetizar” as mutações do gene Aire encontradas nos pacientes com doenças autoimunes.

Referências

Agência Fapesp: http://agencia.fapesp.br/estudo-avanca-compreensao-de-como-surgem-as-doencas-autoimunes/28173/