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O Progresso

Pesquisa avalia impactos climáticos na Amazônia

Publicado em 17 junho 2015

Seca e cheia são fenômenos naturais na Amazônia, aos quais as comunidades ribeirinhas encontram-se bem adaptadas. Nos últimos anos, porém, esses eventos têm se tornado mais extremos, deixando moradores de locais remotos cada vez mais sujeitos à escassez de água, alimentos e sem acesso a transporte, serviços de saúde ou de ensino.

As conclusões são de um estudo conduzido por Patricia Pinho, professora visitante do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e associada da rede INCLINE de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas. Os dados foram apresentados durante a FAPESP Week UC Davis in Brazil – evento que reuniu em maio 26 cientistas da Universidade da Califórnia (UC) em Davis, nos Estados Unidos, e de instituições paulistas.

“Nos últimos anos, a bacia amazônica experimentou um aumento na variabilidade interanual, principalmente no que se refere ao início e ao fim do período de chuvas. Tentamos mapear até que ponto as comunidades locais percebem esses eventos como extremos, quais são as respostas adaptativas que apresentam e os limites de adaptação”, explica Patrícia.

De acordo com a pesquisadora, as secas de 1997 e 2010 estão relacionadas com o fenômeno conhecido como El Niño, caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical. Já em 2005 foram registradas anomalias de temperatura nas águas do Atlântico Tropical Norte.

Após analisar dados sobre o nível do Rio Amazonas registrados em Manaus entre os anos de 1900 e 2010, Patrícia conclui que o recorde mínimo vem caindo nos últimos anos.

Do Progresso