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Pesquisa analisa relação entre genética e efeitos do exercício

Publicado em 20 setembro 2013

Trabalho de Carlos Sponton, que integra seu doutorado no Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, como auxílio financeiro da Fapesp, foi selecionado para a fase final do Prêmio Pemberton na categoria  Pesquisa Aplicada.

Basicamente a pesquisa teve como objetivo analisar como um fator genético (polimorfismo da posição intron 4 do gene NOS3) é capaz de atenuar os efeitos benéficos do exercício físico sobre o sistema cardiovascular (vasos e coração) em sujeitos com síndrome metabólica (associação de um conjunto de fatores como hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade abdominal e resistência a insulina/diabetes).

Foram avaliados 86 voluntários (homens e mulheres) que foram submetidos ao treinamento físico aeróbio por 2 meses (3 vezes por semana, num total de 24 sessões de exercício).

Em geral, conforme esperado, foi verificado que o treinamento físico aeróbio foi eficaz em promover benefícios para o sistema cardiovascular. Entretanto, quando o grupo foi subdividido com base na análise genética para o polimorfismo mencionado, verificou-se que os voluntários que apresentavam essa alteração genética tinham uma ‘reduzida’ ou mesmo ‘abolida’ resposta benéfica do treinamento físico sobre o sistema cardiovascular independente da síndrome metabólica.

Dessa forma, confirmou-se a hipótese de que esse polimorfismo poderia negativamente modular a resposta cardiovascular frente ao treinamento físico aeróbio.

Para justificar esses dados, foram realizadas análises cardiovasculares, como pressão arterial de repouso, pressão arterial ambulatorial de 24h, frequência cardíaca de repouso e variabilidade da FC.

Além disso, para tentar entender os mecanismos moleculares relacionados a essa resposta, foram verificados os marcadores bioquímicos para o estresse oxidativo e metabólitos da produção do óxido nítrico (importante vasodilatador produzido pelas artérias), além obviamente das análises genéticas para a região de interesse.

Prêmio Pemberton
O trabalho de Sponton foi desenvolvido no Laboratório de Fisiologia Cardiovascular e Atividade Física do Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências (IB) da Unesp de Rio Claro, coordenado por Angelina Zanesco, e aprovado para a fase final do Prêmio Pemberton.

O Prêmio Pemberton é uma iniciativa da Coca-Cola Brasil voltada a profissionais, instituições de pesquisa e universidades, nas diferentes áreas da Saúde e afins: Medicina, Educação Física, Nutrição, Biologia, Engenharia de Alimentos. Seu objetivo é incentivar pesquisas científicas com foco em bem-estar e nos requisitos para uma vida saudável, tais como os benefícios da alimentação equilibrada, da hidratação e da prática de exercícios físicos.

A iniciativa conta com o apoio da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica),SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição) e ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia).

Na categoria Pesquisa Básica (trabalhos com Animais), foi classificada MARIA ANDRÉIA DELBIN, que realiza pós-doutorado com apoio da Fapesp e é Jovem Pesquisadora da Unesp. Atualmente leciona Fisiologia na Unicamp.

A pesquisa de Sponton foi classificada na categoria Pesquisa Aplicada (trabalhos com Seres Humanos).

Informações: http://www.premiopemberton.com.br/oPremio.html

Assessoria de Comunicação e Imprensa