Notícia

Gazeta Mercantil

Perspectivas Brasileiras na indústria de informações

Publicado em 31 março 1997

Em relação à Internet, o Brasil está hoje na situação que os EUA estavam há dois anos e meio, às vésperas da explosão das conexões, afirmou o diretor da National Science Foundation dos EUA, Steven Goldstein. Ele disse que a conexão via computadores vai reduzir a perda de cérebros nos países em desenvolvimento. "A Internet oferece a oportunidade aos estudantes estrangeiros de manter os contatos com as universidades em que estudaram no exterior, e portanto de continuar seu processo de atualização" explicou. "Isto não resolve inteiramente o problema, mas ajuda." Goldstein explicou então os diversos programas de criação de uma nova rede de Internet para superar a obstrução na rede existente hoje. Dois deles, um promovido pelo governo e outro pela National Science Foundation, são muito similares. Baseiam-se na criação de uma nova rede interligando supercomputadores, com pontos de entrada para escolas. Existem, porém, algumas dificuldades ainda não resolvidas. A primeira é que custam caro, e todos os recursos ainda não estão à mão, ainda que, para evitar congestionamento, as novas redes não permitirão a passagem de informações de terceiros. A segunda é que ainda não está clara a possibilidade de reserva de espaço na rede de telecomunicações. O ritmo de acesso à Internet nos EUA dobra a cada nove meses. Por isso Goldstein pondera que a solução não está apenas em continuar aumentando a rede física. É preciso verificar se os computadores no caminho podem identificar os "pacotes" de informação conforme uma classificação de prioridade, enviando primeiro alguns e depois outros.