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Agência Sebrae de Notícias

Performance de nadadores poderá ser medida com precisão

Publicado em 06 novembro 2007

Projeto de empresa incubada para desenvolvimento de aparelho que medirá a velocidade de nadadores em tempo real já conseguiu apoio da Fapesp e CNPq Com o sistema, será possível corrigir pequenas falhas e vícios dos nadadores São Paulo - Um robô capaz de medir a performance de nadadores profissionais dentro da piscina. O sonho de todos os atletas e técnicos está cada vez mais próximo da realidade. A IT&D, uma empresa da Incubadora de Santos (litoral de São Paulo), especializada em automação, está desenvolvendo o Velaqua, um sistema de medição de velocidade em tempo real para nadadores.

O pequeno aparelho corre com uma câmera subaquática ao lado do nadador dentro da piscina. Filma e mede a velocidade do atleta, apontando os mínimos 'vícios' no momento do nado. O projeto está sendo desenvolvido pelo sócio da empresa Humberto de Souza, de 28 anos. "O sistema permite a melhoria de pequenas falhas e corrigir vícios dos atletas de alto desempenho, além de documentar a evolução dos atletas no decorrer do tempo".

Com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto já está no final da segunda fase, que é o desenvolvimento do protótipo. Souza também está participando do edital de subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e já passou pela primeira fase. Ao todo, o projeto está avaliado em R$ 1,06 milhão.

O Velaqua é baseado em técnicas de automação industrial, com sensores e microchips espalhados no decorrer da piscina, que se comunicam com precisão de centímetros com o chip que vai anexado ao cinto extensor de nadadores.

Basicamente é constituído de um carro de translação automatizado e sem fios, que captura e transmite o vídeo do nadador que está sendo avaliado; de um módulo central de processamento, responsável pela comunicação via USB com o notebook ou PC; de sensores de baliza, responsáveis por detectar as eventuais 'queimadas' dos atletas. Diferente dos sensores de competição, eles funcionam por infravermelho. Possui também trilhos e fins de curso que são utilizados para apoiar o Izzy Car e indicar o final do trajeto nos trilhos, independente do comando solicitado pelo treinador ou pelo PC e de uma antena para captura dos sinais de vídeo transmitidos pelo Izzy Car.

A IT&D e a Unisanta firmaram um termo de cooperação técnico-científica que implica no apoio direto aos projetos realizados na empresa por docentes, e a Universidade leva como contrapartida a autorização da utilização tecnológica dos produtos desenvolvidos. Uma equipe técnica de natação envolvida no projeto que tem entre seus integrantes um dos técnicos da Seleção Brasileira de Natação, Marcio Latuf, acompanha os trabalhos com os nadadores.

"Com os recursos para a fase três, vamos montar um laboratório para replicar o projeto e conseguir uma pequena escala. Já estamos participando também do Sebraetec para ajustar a questão da aparência do produto, embalagem, marca, logotipo, etc", diz Souza. O objetivo do empresário é exportar o produto para os Estados Unidos. "O meu negócio é transferência tecnológica, resguardando evidentemente o Brasil. Mas, o mercado é muito mais amplo para este tipo de produto".

Além do Velaqua, a IT&D desenvolve soluções para adaptadores de automação principalmente para o ramo de transportes, fazendo instalação, manutenção, comissionamento e assistência a partir de plantas industriais dos segmentos de petróleo e gás e transportes, também tendo atendido áreas como siderurgia. Segundo Souza, a empresa se prepara para a certificação ISO 9001:2000 para melhor atender às requisições e exigências do mercado.