Notícia

Diário Botucatu online

Pequenas empresas terão apoio para pesquisar desde antiviral contra infecção por zika até o uso da Internet das Coisas

Publicado em 30 outubro 2017

Por Redação Diário

Se o plano de um grupo de pequenas empresas der certo, em um futuro breve qualquer pessoa poderá usar a tecnologia da Internet das Coisas para cuidar de plantas e seus animais de estimação em casa. Nas ruas, elas encontrarão árvores mais bem cuidadas, inclusive com o uso de um tomógrafo ultrassônico capaz de permitir melhor avaliação sobre questões como o perigo de queda do arbóreo. E o risco de doenças será menor, pois haverá um antiviral de baixo custo contra infecção causada pelo zika vírus. Na área de saúde, se for preciso, também haverá à disposição um tratamento com membranas compósitas para regeneração óssea guiada.

Esses são exemplos de propostas de pesquisas apresentadas por 49 empresas que foram selecionadas no 2º ciclo de 2017 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O nome das empresas será anunciado amanhã, dia 31, durante evento na sede da fundação. Em todos os casos, os estudos serão conduzidos por pesquisadores em empresas com até 250 empregados do Estado de São Paulo.

O PIPE apoia microempresas e empresas de pequeno porte no Estado de São Paulo, no desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica em ambiente empresarial, sem exigência de contrapartida. As empresas podem solicitar recursos para as fases 1 e 2 do programa. Na fase 1, a pesquisa envolve demonstração da viabilidade tecnológica de um produto ou processo, com duração máxima de 9 meses e recursos de até R$ 200 mil. Na fase 2, o apoio se refere ao desenvolvimento do produto ou processo inovador, com duração máxima de 24 meses e recursos de até R$ 1 milhão.

Os recursos para a FASE 3 – de desenvolvimento comercial e industrial de produtos ou processos resultantes da pesquisa – devem ser obtidos pela empresa junto ao mercado e a outras agências de financiamento ou ainda por meio de submissão de propostas às chamadas do programa PIPE/PAPPE – Subvenção, resultado de acordo de cooperação da FAPESP com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

No total, a FAPESP reserva até R$ 15 milhões, em cada ciclo do PIPE, para atendimento às propostas consideradas meritórias. Por ano, são feitas quatro chamadas para o programa. Até hoje, por exemplo, podem ser feitas submissão para a chamada de propostas para o Programa PIPE – 4º Ciclo de Análise de 2017.

O programa foi criado em 1997 com o objetivo de promover a inovação tecnológica e o desenvolvimento empresarial em São Paulo, além de aumentar a competitividade das pequenas empresas. Até o final do ano passado, quando foi investido um total de R$ 55,5 milhões no programa, o PIPE já havia apoiado 1.694 projetos de 1.098 empresas

(Com assessoria)