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Pequenas Empresas & Grandes Negócios online

Pequenas empresas com mais acesso à inovação

Publicado em 17 novembro 2011

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

O engenheiro Lucas Aquino, da Consultoria Allagi, afirma que o conceito de inovação está cada vez mais inserido no universo das micro e pequenas empresas. Palestrante do Fórum Sebrae de Conhecimento, evento que está sendo realizado em Brasília (DF) até esta sexta-feira (18), ele defende a teoria de que a open inovation - ou inovação aberta - é uma oportunidade para que pequenos negócios tenham acesso a estudos e pesquisas, antes restritos às universidades e aos centros de produção e desenvolvimento (P&D) das grandes corporações.

Em 1980, argumenta Aquino, os investimentos das pequenas empresas norte-americanas em P&D não ultrapassavam 4,5% de seu faturamento. O número saltou para 24% em 2005, de acordo com dados da National Science Foundation. O engenheiro aponta outro aspecto que reforça essa tendência: o avanço da indústria do venture capital, constituída por investidores que financiam o desenvolvimento de projetos em troca de participação futura nos lucros, licenciamento de produtos ou na constituição societária da empresa. "A cadeia da inovação se "desverticalizou". Hoje é comum o intercâmbio de empresas nos processos de pesquisa, desenvolvimento e comercialização", ressalta Aquino.

Aquino aconselha às pequenas empresas para que ampliem seu networking, principalmente por meio da utilização de redes sociais, e que também estabeleçam a cultura da parceria em seus empreendimentos. "A distribuição do conhecimento, a mobilidade de mão de obra especializada e o aumento da qualidade das pesquisas nas universidades e centros tecnológicos tornaram a inovação acessível", conclui.

Um caso concreto de como a pequena empresa pode se beneficiar do processo de inovação é o da Scitech Produtos Médicos, especializada na fabricação de dilatadores vasculares e stent coronários. Localizada em Goiânia (GO), a empresa nasceu no berço de uma incubadora, com apenas dois colaboradores. Hoje já exporta para 32 países.

Utilizando-se de subvenções econômicas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do apoio de instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Sebrae, a Scitech estabeleceu parceria com a Innovatech Medical. Juntas, atuam na nacionalização de produtos médicos de alta tecnologia.

Melchiades da Cunha Neto, presidente da Scitech, afirma que o investimento em inovação transcende os interesses financeiros da empresa, pois o produto desenvolvido, no seu caso, alcança aspectos sociais, sendo utilizados inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "A parceria com empresas, universidades e instituições de pesquisa foi fundamental para a sobrevivência de nosso negócio".