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Jornal de Uberaba online

Peirópolis é um sítio inesgotável, diz pesquisador

Publicado em 15 dezembro 2005

O trabalho que culminou com a apresentação da Cambaremys langertoni ontem em Peirópolis foi uma realização do Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), campus Ribeirão Preto. Também houve o patrocínio da Fundação Municipal de Ensino Superior de Uberaba (Fumesu), Centro de Ensino Superior de Uberaba (Cesube), Fundação de Amparo à Pesquisa Superior de São Paulo (Fapesp), Governo de Uberaba, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, Governo de Minas e Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto.
O diretor da Fumesu Antônio Bilharinho ressaltou a importância da pesquisa e dos trabalhos realizados em Peirópolis, destacando que em um ano foram apresentados dois indivíduos, o Uberabasuchus terrificus, em fevereiro, e ontem o cambaremys langertoni. Além disto, lembrou o apoio, incentivo e extenção dado pela Fumesu e pelo própria comunidade, demonstrando interesse pela paleontologia. Disse que em breve Peirópolis passará por melhorias urbanas para ajudar nos trabalhos científicos e no turismo.
A esposa do homenageado, Langer Cunha, Ana dos Santos Palvas, disse que só tinha a agradecer pelo reconhecimento dado a seu esposo. Já o diretor da Secretária de Ciência e Tecnologia, Fernando César Marra, que estava representando o prefeito Anderson Adauto e o secretário Ricardo Saud, disse que o trabalho paleontológico precisa de muita determinação e persistência e que Peirópolis é o principal celeiro turístico, lembrando que a comunidade científica de todo o mundo valoriza as pesquisas feitas pelo local. Ainda segundo ele, os dois maiores desafios da Pasta é o Turismo e o desenvolvimento sustentável.
Luiz Carlos apresentou o fóssil e disse que Peirópolis é um sítio inesgotável e tem certeza que ainda serão encontrados muitos fósseis na região.
Durante a apresentação mostrou o trabalho do Centro Ivo Price, como o Projeto de Treinamento de Universitários (Proteu) e do trabalho feito com estudantes do ensino fundamental e médio durante a Semana dos Dinossauros, que este ano recebeu cerca de seis mil alunos. Ele lembrou que o Museu dos Dinossauros foi inaugurado em 1992, com o objetivo de mostrar as informações científicas produzidas pelo Centro de Pesquisas, conscientizar a população sobre a importância dos achados e a necessidade da preservação.
O museu, que conta com fósseis, painéis explicativos sobre a evolução da vida e reconstituição dos habitantes de milhões de anos em Uberaba, já recebeu mais de 500 mil habitantes de 1.190 municípios e 44 países.
Cambaremys langertoni, a reconstituição e cenário de vida na região de Uberaba há 70 milhões de anos estão expostos no Museu dos Dinossauros, que fica na antiga estação ferroviária de Peirópolis, no km 784 da BR-262, a 22 km de Uberaba, sentido Belo Horizonte. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, de 8 às 17h, e nos finais de semana de 8 às 18h.