Notícia

Agência C&T (MCTI)

Pausa para chorar a morte de Zelia Gattai

Publicado em 19 maio 2008

Por Hildegard Angel

Figura humana única, sem precedente. Não fosse Zelia, Jorge não seria tão Amado, como personalidade bonachona, aberta, acessível. Era de Zélia o mérito da casa sempre aberta, onde se podia entrar por todos os lados — não era uma casa, era uma praça! E a mesa sempre posta e farta para todos. E a palavra sempre franca. E o retorno sempre pronto aos telefonemas dos jornalistas, que eram recebidos e tratados como bons e fraternos amigos. Isso era a Zélia. Encerra-se uma página rica, colorida, intensa da baianidade. Foi-se a Zélia...

REI MORTO, rei posto. A Sessão da Saudade por Zélia Gattai, na Academia de Letras, será desta vez antecipada num dia, para depois de amanhã, pois quinta é feriado. Os candidatos à vaga de imortal da Zélia têm menos tempo para mexerem seus pauzinhos até lá, pois depois a sorte estará lançada. Nomes já em ação: com apoio do imortal Eduardo Portela, Geraldo de Holanda Cavalcanti, pernambucano como o acadêmico Marco Maciel, que o apóia; o ministro do Supremo Eros Grau tem apoio do imortal Ledo Ivo; o genial Ziraldo é apoiado por Sábato Magaldi; Rosiska Darcy de Oliveira tem apoio de Celso Lafer e parece que só dele, pois a ala efeagacista da ABL se limita a Lafer...

POR FIM, o nome tido como mais cotado para a vaga de Gattai: o jornalista Luiz Paulo Horta, grande amigo do ex-presidente da ABL Tarcísio Padilha. Por ser pessoa amena, sem arestas, aparentemente Luiz Paulo soma mais simpatias. A não ser, é claro, que se lance um nome de impacto, como Antonio Candido ou Oscar Niemeyer. Aí, não tem pra ninguém...

COMO SERÁ a Sessão da Saudade de quarta-feira? Todos os presentes falarão sobre a já saudosa Gattai. Por ordem de antiguidade, os cinco mais antigos que falarão são: Eduardo Portela (o decano José Samey não vai falar porque está no exterior), Arnaldo Niskier, Evaristo de Moraes, que também não vai falar porque não freqüenta mais a ABL, e Marcos Vilaça...