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Paulistanos têm mais problemas com hipertensão

Publicado em 26 junho 2013

A doença que mais prevalecia entre os idosos residentes na área urbana do município de São Paulo, em 2000, era a hipertensão, segundo o estudo Sabe, (Saúde, bem-estar e envelhecimento), coordenado pela Organização Pan-Americana de Saúde e com a participação, no Brasil, da Universidade de São Paulo (USP), Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e Área Técnica do Idoso, do Ministério da Saúde.

A enfermidade foi mencionada por 53,3% dos entrevistados em São Paulo, enquanto o conjunto artrite-artrose-reumatismo atingiu 31,7% e diabetes, 17,9%. Na auto-avaliação geral, 53,8% dos entrevistados paulistanos consideraram sua saúde regular ou má. Na faixa de 75 anos e mais, esse percentual aumenta para 56,2%. Foram ouvidos 2.143 paulistanos acima de 60 anos, dos quais 58,6% eram mulheres.

O Sabe acompanha as condições de vida dos idosos na cidade de São Paulo desde 2000. Dados coletados em 2010 ainda estão sendo processados para publicação.

Para a professora doutora Maria Lúcia Lebrão, da Faculdade de Saúde Pública da USP, os resultados da pesquisa são preocupantes, pois provavelmente estão relacionados "a uma baixa qualidade de vida, influenciada pelo gênero, escolaridade, idade, condição econômica e presença de incapacidade". "Essa realidade deve alertar os planejadores de saúde a fim de ser adequada a oferta de serviços à demanda representada pelos idosos de hoje e os que virão", escreveu Maria Lúcia em análise do estudo.

As mulheres apontaram pior condição de saúde. Entre as idosas de 75 anos e mais, só 42,9% disseram ter uma saúde boa ou muito boa. O nível de escolaridade também teve peso importante nos relatos. Idosos sem escolaridade apontaram um estado de saúde pior (65,7% de classificação regular ou má) do que aqueles com 7 a 12 anos de estudo (29,2%). Entre as mulheres idosas sem escolaridade, 68,1% relataram saúde regular ou má, ante 61,4% dos homens.

Entre os idosos hipertensos, 80% tomavam medicamentos para controlar a pressão, dos quais 84,8% eram mulheres e 73,5%, homens. Mas apenas 45,1% haviam perdido peso intencionalmente ou seguido dieta especial. O conjunto artrite-reumatismo-artrose, segundo Maria Lúcia, é um dos principais responsáveis pela limitação de atividades. No estudo, 62,6% dos idosos com essas três doenças disseram ter algum tipo de limitação. Desses, 22,1% informaram ter muita limitação e 40,5%, pouca limitação. O diabetes mellitus, um dos indicadores de morbidade muito utilizado em geriatria, teve ligeiro predomínio em mulheres. Do total de idosos com essa enfermidade, 64,3% disseram controlá-la com medicação oral e 12,7%, com insulina.

O estudo registrou também 6,9% de deterioração cognitiva entre os entrevistados, com a aplicação de um exame denominado Mínimo Exame de Estado Mental (MEEM). Sintomas depressivos foram constatados em 18,1% dos entrevistados, com maior prevalência em mulheres (22%) do que em homens (12,7%). A pesquisa indicou também que a depressão atingiu mais as pessoas com 60 a 64 anos (19,5%) do que aquelas com 75 anos ou mais (13%).

26/06/2013

Valor Econômico