Notícia

Correio Popular (Campinas, SP)

Paulínia terá seu 1º parque tecnológico

Publicado em 28 julho 2017

Por Inaê Miranda

A Prefeitura de Paulínia e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vão firmar um convênio para criar o Galileo — o primeiro Parque Tecnológico e Empresarial da cidade. A estrutura será oferecida pelo setor privado em uma área de 663 mil metros quadrados, entre a Estrada da Rhodia e a Rodovia Professor Zeferino Vaz. A Administração deve trabalhar para atrair novas empresas e ancorar a atividade econômica por meio da criação da Lei de Incentivo à Inovação e no aprimoramento da Lei de Incentivo Fiscal.

Já a Unicamp, por meio da Agência de Inovação (Inova), será responsável pela capacitação e transferência de conhecimento para incubadora criada pelo Galileo.

A assinatura do convênio acontece na próxima segunda- feira, às 17h30, no Paço Municipal de Paulínia, com a presença do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel e de autoridades da região. O objetivo da parceria é fomentar a economia do Município tendo o conhecimento como base propulsora. O prefeito de Paulínia, Dixon Carvalho (PP), disse que a meta é diversificar a matriz econômica do município e transformá-lo em um importante polo de inovação e tecnologia.

“Queremos fortalecer o polo petroquímico e logístico e, através da concretização do projeto de criação do Parque Tecnológico de Paulínia, criar o terceiro eixo econômico do Município”, afirma o prefeito.

Dentro do Galileo vai funcionar a primeira Incubadora de Empresas de base tecnológica de Paulínia, que vai oferecer estrutura física para a instalação de empresas nascentes, dando apoio estrutural e respaldo intelectual para a consolidação de projetos com alto potencial de crescimento. O edital para seleção das empresas que serão incubadas estará disponível dentro de aproximadamente 90 dias.

O diretor geral do Galileo, o empresário Gilberto Zancanner Brito, ressalta que inicialmente as empresas serão instaladas em um prédio localizado nas dependências da Unicamp. Para isso, serão investidos R$ 250mil na adaptação deste espaço, onde a Galileo terá capacidade para incubar cerca de 10 a 15 empresas no primeiro momento.

Brito ressaltou que o empreendimento do Parque Tecnológico Galileo já está licenciado, aprovado e registrado em cartório. O processo para obter o licenciamento levou cerca de quatro anos. Agora a empresa deve iniciar o trabalho de terraplenagem, asfaltamento e saneamento, mas os espaços já estão disponíveis para venda. “Fizemos relatório de impacto (RAP), conseguimos sanar todas as perguntas que foram feitas pela Cetesb”, afirma Brito.

O empresário ressaltou que o foco do Parque é tecnologia. “Estamos numa região que é o maior centro de tecnologia do Brasil. Encostado na Unicamp, que é a maior universidade da América Latina hoje. É isso o que estamos buscando, desenvolvimento em tecnologia e dar espaços para essas incubadas”.

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

Empresas ganharão treinamento

Diretor-executivo da Inova Unicamp, Milton Mori ressaltou os benefícios da parceria entre a Unicamp, o Poder Público e a iniciativa privada e que, com a experiência, tradição e reconhecimento nacional do trabalho que tem feito, a Inova poderá colaborar com o nascimento de novas empresas.

As empresas nascentes selecionadas receberão capacitação e treinamento. “Damos não só modelos de negócios, mas os caminhos para eles terem recursos iniciais que venham da Fapesp, investidor anjo e empresários”, disse. Atualmente, há mais candidatos do que espaço disponível nas incubadoras. “Enquanto estão construindo lá, vamos acomodar as incubadoras de Paulínia na nossa incubadora. E tem a contrapartida deles que é muito boa.”

Mori ressaltou que o investimento de R$ 250 mil será feito em um andar de um prédio construído pelo Estado para a Inova, em Campinas, e que no momento está sem estrutura para abrigar novas empresas. “O prédio foi construído pelo governo, mas não teve recurso para fazer acabamento. É uma área inteirinha que estará disponível para nós, para termos mais espaços e receber mais incubadas dentro do nosso parque, inclusive de Paulínia”.

O dinheiro será utilizado para instalação de wi-fi, ar-condicionado entre outras melhorias para receber as novas empresas. Até setembro o espaço estará funcionando. “Para nós é interessante porque vamos poder acomodar mais 20 incubadas, empresas nascentes.

Vamos com isso praticamente dobrar o número de incubadas na Unicamp”, acrescentou. A meta, segundo ele, é atingir 100 empresas incubadas na Inova, o que a tornará ainda mais competitiva.

(IM/AAN)