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Diário de Guarulhos

Parque tecnológico pode surgir via fundo de investimento

Publicado em 01 dezembro 2009

Empresário veterano e diretor-titular do Ciesp-Guarulhos, Daniele Pestelli dedica parte significativa de seu tempo à Agende (na qual é presidente), uma parceria público-privada voltada à promoção do desenvolvimento da cidade. Mas esse esforço extra em favor do município já é reconhecido. "Pestelli é um exemplo a ser seguido", declara o prefeito Sebastião Almeida, referindo-se a esse empreendedor, engenheiro químico e que tem como menina dos olhos o Parque Tecnológico de Guarulhos. Pestelli visitou a redação do DG, onde concedeu essa entrevista.

Diário de Guarulhos - Como está a questão da escolha do local do futuro parque tecnológico?

Danielli Pestelli - Em relação ao espaço, continuamos focados na área do Dry Port, por ser a mais adequada. Mas o terreno pertence à Dersa. Vamos agendar uma reunião com o presidente daquela empresa. Mesmo se a Dersa estiver disposta a negociar, contudo, teremos de enfrentar um emaranhado jurídico. Então, vejo-me obrigado a trabalhar com alguns planos alternativos. Mandei levantar áreas disponíveis. Mas além da questão do espaço, propriamente, vislumbramos a possibilidade de viabilizar o empreendimento por meio de um fundo de investimento imobiliário.

DG - Um parque tecnológico pode ser um investimento atraente?

Pestelli - A ideia não é a de que esse fundo se disponha investir exclusivamente no parque, porque o retorno é lento e muito mais voltado à sociedade em geral. No entanto, esses investidores privados podem se interessar se for projetado um grande centro de convenções com um hotel agregado. Isso, claro, tendo como anexo o parque tecnológico. Não acho difícil viabilizar essa solução, pois estamos hoje num país em que há capital e ele está ávido por boas oportunidades. Falo inclusive dos fundos de pensão.

DG - Em qual estágio se encontra o levantamento de informações?

Pestelli - O trabalho básico da pesquisa já foi montado pela Agende. Estamos cumprindo os trâmites da Fapesp, como a uniformização da linguagem. Temos uma matriz produtiva diversificada. O setor metal-mecânico representa 50% da nossa indústria. Aí estão os empregos. O setor de fármacos é pouco empregador, porém possui personalidade inovadora. Por último, temos a logística. E aí é bom lembrar que logística não é apenas movimentação de cargas, mas alta engenharia.

DG - E quanto ao governador Serra, já não teria chegado a hora de conversar com ele?

Pestelli - A meu ver, esse contato deverá ocorrer depois da reunião com a Dersa. Se a Dersa disser OK, o governador Serra poderá desempenhar um papel fundamental dando sua chancela. Esse eventual imbróglio jurídico que mencionei poderá ser facilmente superado se contarmos com a vontade do governador.