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Parque Tecnológico: área deverá sair em 60 dias

Publicado em 06 julho 2006

A área onde será instalado o Parque Tec-nológico de Ribeirão Preto será conhecida dentro de 60 dias.
Este é o prazo final para análise de viabilidade das áreas de propriedade particular, cujos donos apresentarem interesse em participar do projeto.
O programa Sistema Pau-lista de Parques Tecnológicos é uma parceria entre o Go-verno do Estado e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
Na semana passada, a USP anunciou a cessão de uma área de 40,5 hectares, o equivalente a 405 mil metros quadrados, do campus de Ribeirão Preto.
O programa, porém, estabelece, que o Parque não pode ser instalado em área inferior a 1 milhão de metros quadrados, como explica a coordenadora do projeto em Ribeirão Preto, Geciane Silveira Porto.
Segundo ela, dois proprietários de áreas rurais nos arredores do campus já manifestaram interesse em ser parceiros do projeto e apresentaram suas propostas no edital de chamamento de terras privadas. Tratam-se das fazendas Passaredo/Pau D'Alho e Conquista.
"O próximo passo é estudar qual a melhor composição entre as três áreas para definir a localização", explica Geciane. De acordo com o edital, o processo de instalação do Parque Tecnológico de Ribeirão deve acontecer até o primeiro semestre de 2007.
"Isso inclui comercialização dos terrenos e início de instalação de infra-estrutura", explica a coordenadora.
Segundo a coordenadora do projeto, a definição da área torna mais provável o processo de instalação do Parque.

Estutura
SP deverá ter 5 unidades
Além de Ribeirão Preto, outros parques de tecnologia também deverão ser instalados em Campinas, São Carlos, São José dos Campos e São Paulo.
A idéia do programa Sistema Paulista de Parques Tecnológicos é que cada unidade tenha uma 'bandeira' própria.
No caso de Ribeirão, o Parque Tecnológico será voltado para as áreas médicas e de biotecnologia e deverá abrigar de 50 a 100 empresas, principalmente de fora da cidade.
"O objetivo é incentivar a vinda de empresas de fora, até porque Ribeirão não tem volume de empresas suficiente", alega Geciane Porto.
Dois indicadores são necessários para que uma cidade seja caracterizada como potencial sede de um parque de tecnologia.
O primeiro é ter uma universidade ou um conjunto de centros universitários formadores de profissionais voltados à pesquisa.
O segundo é contar com uma rede de empresas de alta tecnologia, que necessitem de constante atualização no processo de produção.