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Jornal Primeira Página

Parcerias nortearão desenvolvimento industrial da cidade

Publicado em 04 novembro 2007

A projeção da Prefeitura de São Carlos para a continuidade do processo de industrialização do município passa pelo sistema de parcerias, já que a cidade tem uma grande dívida pública para administrar.

Como mostrou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Emerson Leal, o município aposta na participação no sistema paulista de parques tecnológicos, onde o governo do Estado garantiu incluir recursos no Plano Plurianual para que as cidades de São Carlos, Ribeirão Preto, Campinas, São José dos Campos e São Paulo possam desenvolver a iniciativa. A indicação de São Carlos foi feita pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em função da excelência de suas universidades (USP e UFSCar) e centros tecnológicos como as Embrapas.

São Carlos teria na verdade dois parques tecnológicos, pois a Fundação ParqTec está em vias de inaugurar seu Science Park, assim como o Grupo EncalsoiDaniha tem um projeto de excelência para a área. Esses parques tecnológicos fazem parte da política para incentivar o desenvolvi mento econômico sustentável e a inovação tecnológica no Estado de São Paulo, aliado a investidores privados e a parcerias com as Prefeituras, o governo estadual e o federal.

A idéia, na visão do secretário Emerson Leal, além de criar um ambiente propício para que as empresas instaladas possam continuar a prosperar em São Carlos, traz de mais importante a busca de alternativas para que novas empresas aportem no município. "O Ciesp tem sido parceiro da Prefeitura na re solução dos problemas nos distritos industriais. Lembra mos que somente neste governo algumas ações foram feitas para melhorar o Ceat, por exemplo", ressaltou.

Por isso, a secretaria vem trabalhando para o desenvolvimento do setor empresarial em duas frentes, pois tem que dar meios físicos para que os novos empreendimentos sejam instalados, como é o caso do Ceat II, numa parceria público-privada, além de melhoraras condições dos distritos industriais que existem hoje em São Carlos.

Foi somente no 1° manda to do governo Newton Lima Neto (PT) que o distrito industrial Miguel Abdeinur ganhou asfalto e outras obras de infra-estrutura mesmo tendo sido criado em 1974 pela lei 7.294 em áreas que foram desapropriadas da Faber-Castell S/A. Sua intenção era alavancar o desenvolvimento da cidade num local que congregasse diversos tipos de empresa.

Já o Ceat (Centro Empresarial de Alta Tecnologia Emilio Fehr), foi criado em 1988. Mas só recentemente houve a aprovação de unia lei municipal na Câmara em agosto de 2007 que dispõe sobre as obras de infra-estrutura para o distrito, ou seja, por quase 20 anos o Ceat ficou esqueci do pelos prefeitos de São Carlos e isso pode ter prejudicado a ocupação do lugar.

O Sane investiu no Ceat R$ 496,9 mil para obras de extensão da rede de águas e esgoto; foram 84.978 metros quadra dos para água e 7.095 metros quadrados para esgoto.

CEAT II — Emerson Leal explicou que a criação do Ceat II, como mostra a figura, tem um projeto alternativo junto com a iniciativa privada para a criação da chamada indústria de base tecnológica. Os lotes são relativamente peque nos, mas que podem acolher um número considerável de empresas.

O Ceat II fica entre o Ceat I, a empresa Bandeirantes, a Volkswagen e o Science Park. Serão 103 lotes para indústria, 43 para comércio e serviços, 490 lotes residenciais numa área total de 184.544,43 metros quadrados.

Projeção - Existe a projeção do terceiro distrito industrial, o que também deverá ocorrer nos mesmos moldes do Ceat II, ou seja, a Prefeitura, em função da falta de recursos, devido à dívida municipal, vai tentar uma parceria com a iniciativa privada para poder alavancar este empreendimento.