Notícia

Correio Popular

Parceria vai mapear empresas que atuam no Terceiro Setor

Publicado em 03 outubro 2002

Um convênio para mapear o Terceiro Setor - entidades que desenvolvem trabalhos sociais- no Estado de São Paulo foi assinado ontem, na Capital, entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Fundação Mário Covas e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Juntas, em seis meses, as três instituições devem apresentar um panorama das entidades que, segundo estimativas, são cerca de 200 mil em todo Brasil, sendo 90 mil delas no Estado de São Paulo. "Se bem que se trata de uma estimativa muito pouco confiável. A Fundação Se a de fez um projeto-piloto na Zona Leste de São Paulo e, apenas lá,foram mapeadas três mil entidades", ressaltou a professora Maria Coleta Oliveira, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp e pesquisadora do Núcleo de Estudos Populacionais (Nepo). Ela será a representante da Unicamp no trabalho. O número levantado pelo projeto-piloto foi muito maior do que era esperado, segundo Maria Coleta. "Existem igrejas, escolas, clubes e organizações não governamentais (ONGs) trabalhando", disse, "Pretendemos estimar a participação do Terceiro Setor no PIB (Produto Interno Bruto) e definir o perfil de suas entidades", explicou. Frente à diversidade de grupos atuando na área, a primeira parte do trabalho será definir critérios para a inclusão da entidade no Terceiro Setor. "Faremos um seminário internacional para definir esses critérios", disse Maria Coleta. A Unicamp e as duas fundações também vão utilizar um estudo já realizado pela Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos, e adaptar a metodologia para a realidade brasileira. Apesar de considerar o trabalho "extremamente volumoso", a professora acredita que, em seis meses, as entidades colocarão na Internet os primeiros dados de um Cadastro Único Georeferenciado do Terceiro Setor, denominado Guiado Terceiro Setor. Em seguida, a equipe de cerca de 15 pessoas partirá para uma pesquisa amostrai, que deve estar concluída em um anoe meio. A pesquisa pretende consolidar os cadastros já existentes no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Receita Federal e nas secretarias estaduais e municipais ligadas ao Terceiro Setor. O convênio assinado em São Paulo é o primeiro passo da pesquisa. Os parceiros estão trabalhando para a obtenção de recursos da ordem de R$ 3 milhões para financiado trabalho. Um projeto será encaminhado à Fundação de Ampara à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a outras agências de financiamento. (Zezé de Lima/Da Agência Anhanguera)