Notícia

Última Instância

Parceria pode dar "empurrão" à Lei da Inovação Tecnológica

Publicado em 12 julho 2007

Por Marina Diana

Pequenas empresas de ciência e tecnologia que participam do Pipe (Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas) poderão receber financiamentos de até R$ 500 mil.

O financiamento será possível graças a um acordo firmado no início de julho entre a Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) e a Imprimatur Capital, da Inglaterra. O objetivo da parceria é apoiar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico no Estado de São Paulo.


Empresa

Com sede em Londres, Inglaterra, e escritórios em diversos Países, a Imprimatur Capital financia a viabilização e a comercialização de oportunidades de negócios derivados de resultados de pesquisas científicas e tecnológicas em todo o mundo. Além disso, a empresa também executa planejamento de negócios, recrutamento de equipes de gestão, acesso a redes internacionais e contatos com consumidores industriais.


Falta experiência

Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, a falta de experiência empresarial é justamente um dos maiores empecilhos ao desenvolvimento das empresas brasileiras do setor de ciência e tecnologia.

"Empresas iniciadas por cientistas com enorme capacidade técnica, mas com pouca experiência em negociação, geralmente não dão resultados. A experiência internacional mostra que o sucesso deste tipo de empresa vem quando você associa um bom cientista, com uma boa idéia, a um empreendedor que tenha grande experiência no desenvolvimento de negócios".


Leis

Brito Cruz explica que, apesar das leis que incentivam a área científica e os pequenos empresários, como a Lei da Inovação Tecnológica (10.973/04) e a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (9.841/99), respectivamente, tanto cientistas quanto empresários não acreditam muito nas possibilidades de desenvolvimento nesta área.

A Lei da Inovação Tecnológica dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa no ambiente produtivo e dá outras providências.

Em seu artigo 3º, a lei diz que "a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as respectivas agências de fomento poderão estimular e apoiar a constituição de alianças estratégicas e o desenvolvimento de projetos de cooperação envolvendo empresas nacionais (...)".

Mas, de acordo com Brito Cruz, as leis ainda não foram suficientes para fortalecer o setor. "Fazer a lei é ótimo, mas fazer negócios nenhuma lei sabe, nenhuma ensina", afirma Brito Cruz.


Previsão

Agora, o acordo firmado entre a Fapesp e a Imprimatur pode ajudar a mudar esse quadro. Além disso, pode contribuir para que empresas brasileiras do setor de ciência e tecnologia finalmente passem a competir no mercado internacional.

"Essa é uma das grandes limitações das empresas tecnológicas, em São Paulo e em todo o País. Muitos até se desenvolvem internamente, mas se perdem quando passam pela fronteira do Brasil".

Os projetos deverão ter como prazo máximo de duração 24 meses (dois anos) e orçamento de até R$ 500 mil. As propostas devem ser apresentadas até o dia 15 de agosto.

O texto integral do convênio, assim como os detalhes para os candidatos que pretendem participar do programa de financiamento, pode ser conferido pelo endereço www.fapesp.com.br.