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Parceria fomenta Instituto da Água em Campinas

Publicado em 19 julho 2020

Por Maria Teresa Costa

O Museu da Água, mantido pela Sanasa, funciona dentro do Parque das Águas: ali existe um acervo da empresa que mostra o passado e parte da história da cidade

Campinas vai inaugurar um Instituto da Água, centro de pesquisa em parceria da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) e Unicamp. A unidade está sendo implantada na Unicamp, em uma área de 5 mil metros quadrados com investimentos de R$ 130 milhões. A data da inauguração oficial ainda depende dos desdobramentos que envolvem a pandemia.

O Brasil Water Research Center (BWRC) – nome do centro – vai reunir e coordenar grupos de pesquisas multidisciplinares para desenvolver e aplicar tecnologias e políticas inovadoras sobre a água, além de capacidades profissionais e conscientização pública. O foco das pesquisas será nos usos sustentáveis da água para um ambiente saudável e seguro.

A proposta, disse o prefeito Jonas Donizette, é que o centro trate de assuntos relacionados à segurança hídrica, qualidade da água e tratamento de esgoto. “O centro discutirá e encampará pesquisas dos grandes temas, como dessanilização, telemetria, desenvolvimento de membranas filtrantes de esgoto mais baratas, para estender os resultados para todo o País”, disse o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo.

Segundo o professor do Instituto de Química da Unicamp, Lauro Kubota, que coordenará o centro de pesquisa, a iniciativa, que vem sendo articulada desde 2015, já desperta interesse de vários centros de água internacionais. “Temos parceria com cinco centros mundiais, que estarão juntos nas pesquisas”, disse.

O investimento de R$ 130 milhões tem, na primeira fase, aporte de R$ 15 milhões da Sanasa e R$ 15 milhões da Fapesp, o restante será aplicado anualmente. A Unicamp entra com a área e o trabalho de pesquisadores e bolsistas.

O presidente da Sanasa tem interesse especial em processos de dessanilização da água, segundo ele, o futuro do abastecimento público, onde as cidades não dependerão mais dos rios para fornecer o produto à população.

Outra linha de pesquisa, disse, é a substituição do cloro por ozônio no tratamento da água. O oxigênio, cloro e outros produtos químicos conseguem diminuir os níveis de poluentes de água encontrada em estações de tratamento, piscinas e tanques de cultivo de peixes. Além deles, o ozônio, devido a sua ação oxidante, é usado no tratamento da água, pois consegue desinfectar em menos tempo de contato com os agentes infectantes e mais rápido do que a ação de outros desinfetantes.

Interatividade chega ao Museu da Água

O novo Museu da Água da Sanasa será ampliado e ganhará interatividade, para permitir o conhecimento, de forma lúdica, da história, dos processos de tratamento de água e esgoto, especialmente às crianças. O presidente da empresa, Arly de Lara Romêo, anunciou ontem que a inauguração ocorrerá em agosto, mês de aniversário da Sanasa. O Museu é parte do Centro de Conhecimento da Água (CCA), que funciona dentro do Parque das Águas. Ali existe um acervo da empresa que mostra o passado e parte da história da cidade. Objetos e documentos históricos foram catalogados e distribuídos pelo prédio para que a população tenha acesso aos primórdios do saneamento . Ao todo são 182 peças catalogadas. Capítulos da história de Campinas e do saneamento da cidade são contados por meio de fotografias e objetos antigos. Está ali, por exemplo, o primeiro bebedouro público, de 1874. A peça ficava na Rua do Pórtico, atual Ferreira Penteado com a Rua Direita, hoje Barão de Jaguara. O museu terá agora maquetes de estações de tratamento de água e esgoto, que permitirão ao visitante conhecer todo o processo com interatividade. (MTC)

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Maria Teresa Costa