Notícia

A Folha (São Carlos, SP)

Parceria entre USP - São Carlos e iniciativa privada ganha prêmio

Publicado em 05 janeiro 2003

Um sensor infravermelho passivo de detecção de movimento recebeu o Prêmio Peão da Tecnologia 2002, na categoria pessoa física. O produto, utilizado na segurança doméstica ou empresarial, teve sua lente desenvolvida em parceria pelo Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos, pertencente à Universidade de São Paulo, e por uma empresa do Grupo PPA, do setor eletrônico, sediada em Garça (SP). O evento, realizado todos os anos, é uma iniciativa do Parque de Alta Tecnologia de São Carlos (ParqTec), instituição voltada para o desenvolvimento de novos produtos e empresas no Estado. "As lentes do sensor, antes importadas, serão a partir de agora fabricadas localmente", informa o professor Luiz Gonçalves Neto, da EESC. Durante a pesquisa, trabalhou com Giuseppc Antônio Cirino, ex-aluno da escola. O projeto, orçado em R$ 75 mil, foi patrocinado pela fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A parte mais complexa da pesquisa concentrou-se na obtenção de tecnologia para fabricar as múltiplas lentes de Fresnel, utilizadas nesse tipo de sensor. A função dos dispositivos e focalizar no fotodetector do aparelho a radiação infravermelha emitida pelo calor do corpo humano. Do tamanho de um maço de cigarros, os sensores detectam presença humana (pode ser também de algum animal, como cão) num raio de 12 metros. São ideais para salas e ambientes de escritório. Ligados a sistemas de monitoração de segurança, os aparelhos acionam alarmes ou ligações telefônicas. NOVOS PRODUTOS O fabricante está fazendo os últimos ajustes no processo de injeção termoplástica da lente, a qual deverá ser feita em escala industrial ainda em janeiro. A intenção da empresa é produzir 15 mil sensores por mês para o mercado nacional e, no futuro, exportar. Numa segunda fase, este ano, os dois pesquisadores irão trabalhar na obtenção de novo design para as lentes, tornando-as mais sofisticadas, somente para detecção de seres humanos. Eles pretendem montar pelo menos 20 protótipos do produto e submetê-los à apreciação da Fapesp, para conseguir a segunda verba de desenvolvimento. Otávio Nunes- Da Agência Imprensa Oficial e Revista Fapesp