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Para reforçar necessidade de preservar tubarões, grupo publica artigo em revista científica para crianças (4 notícias)

Publicado em 22 de maio de 2023

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Tubarões não comem hambúrguer e nem batata frita, ainda assim podem ter uma dieta pouco saudável e ficar mais gordos quando expostos às condições das áreas urbanas. A maior ingestão de restos de pescaria, por exemplo, pode estar influenciando a dieta dos chamados tubarões urbanos, em comparação com animais que vivem em áreas mais conservadas.

Esse é o mote do artigo publicado na revista Frontiers for Young Minds por pesquisadoras do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) apoiadas pela FAPESP.

A revista do grupo Frontiers é voltada a crianças e adolescentes. Além dos editores adultos, como qualquer outra revista científica, esta tem revisores entre 8 e 15 anos, que leem os artigos e recomendam alterações que tornem compreensíveis os assuntos para esse público.

Os textos sempre têm como base um estudo publicado numa revista revisada por pares, o que dá credibilidade ao conteúdo. O artigo de agora é baseado em estudo publicado pelo grupo da USP em 2022, na Science of the Total Environment (leia mais em: agencia.FAPESP.br/38557/).

“Um dos nossos objetivos com essa publicação é alcançar um público mais amplo para o nosso trabalho. Ao adquirir conhecimento ainda no começo da vida sobre a importância dos tubarões, talvez esses jovens possam influenciar os pais e tomar melhores decisões no futuro para que esses animais não sejam extintos”, diz Bianca Rangel, que fez seu doutorado no IB-USP com bolsa da FAPESP.

“Além disso, foi muito interessante e enriquecedor passar pela experiência de um processo de revisão por pares em que os revisores são crianças. Um grande desafio foi conseguir comunicar de forma clara e objetiva a ciência que fazemos no campo e no laboratório para esse público”, destaca Rangel.

“Os tubarões são extremamente importantes para o equilíbrio dos oceanos e até do clima do planeta. Ações precisam ser tomadas já para diminuir a sobrepesca e garantir um futuro melhor para nossas crianças”, complementa Renata Guimarães Moreira, professora do IB-USP e coordenadora da pesquisa apoiada pela FAPESP.