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Cana Oeste

Para ministro britânico, saída é construir economia verde

Publicado em 18 novembro 2009

O ministro do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais dos Estados Unidos, Hilary Benn, diz que os desafios deste século são construir uma economia verde e viver gastando menos ambientalmente, aprender a fazer conta de carbono, não necessitar de empréstimo ambiental, pois o `Banco Natural´ não irá concedê-lo, investir em eficiência energética e formular uma política de incentivos para o desenvolvimento de tecnologias e modelos de produção mais limpos.

A gravidade das mudanças climáticas já pode ser sentida, afirma o ministro que cita o naturalista britânico Charles Darwin, autor da teoria da evolução natural das espécies no seu livro A Origem das Espécies, para fazer um alerta à humanidade. "Não são os mais fortes e os mais inteligentes que sobrevivem. São aqueles mais adaptáveis", diz. "E o mundo está mudando numa velocidade superior à prevista", ressalta. Para Benn, que concedeu a entrevista durante visita à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é preciso desenvolver imediatamente políticas de adaptação às mudanças climáticas. "Não se trata de mais de opor produção à preservação."

Sobre a decisão do presidente norte-americano, Barack Obama, e de líderes dos países asiáticos, especialmente da China, de adiar para o próximo ano qualquer decisão sobre metas para controle de emissão de gases estufa, esvaziando a Conferência das Nações Unidas sobre Clima a ser realizada em dezembro, na cidade de Copenhague, o ministro do Reino Unido afirmou que uma decisão em Copenhague sobre redução de gases estufa seria muito importante. "Pela primeira vez na história a humanidade poderia ter o controle das emissões de gases causadores do efeito estufa", afirmou.

O ministro lembrou que em momentos de crise sempre surgem pessoas dizendo que existem coisas mais importantes que a biodiversidade. "Eles estão errados, é o banco natural, que nos concede oxigênio, água, entre outros itens necessários à nossa sobrevivência."

Benn citou o caso do Haiti, para exemplificar o elevado preço pago por uma população por ter destruído seu banco natural. "90% das crianças haitianas estão com parasitas intestinais. São vidas estragadas. Lá não há alternativa, pois não há mais água boa, as pessoas têm de tomar água contaminada." Quanto às dificuldades que terão de ser superadas pela humanidade, Benn lembrou a apontada pelo filósofo alemão Friedrich Hegel para quem "aprendemos que o homem não aprende com a história".