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Para ficar com a pulga atrás da orelha

Publicado em 06 março 2005

Apresentar os avanços da ciência de forma leve e divertida para deixar a garotada com a pulga atrás da orelha. Essa é a filosofia do Pulga na Idéia, um projeto independente que tem o objetivo de adaptar as principais informações científicas divulgadas na mídia para oferecê-las ao público infanto-juvenil.
O site nasceu durante um trabalho de conclusão do curso de especialização em jornalismo científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"A idéia é apurar as notícias abordadas pela mídia especializada e divulgar os principais assuntos veiculados em uma linguagem simples e atraente", disse à Agência FAPESP a jornalista Juliana Maroto, umas das idealizadoras do site.
Um exemplo do trabalho seria a notícia intitulada "Um ano de festa para o Beto", que explica que em 2005 se comemora o Ano Mundial da Física, "tudo por causa de um tal Albert Einstein, ou melhor o Beto, um dos maiores gênios entre os cientistas de todos os tempos", diz o texto.
Segundo Juliana, o site pode ser utilizado também para complementar a atividade de professores e alunos do ensino fundamental e médio. A seção "Gente grande" conta com iniciativas de ensino interessantes para serem abordadas em sala de aula.
Quem acessar a página encontrará uma abordagem sobre as tsunamis, por exemplo, que pode auxiliar as aulas de geografia. "Além de abordar as ondas gigantes de forma descontraída, a intenção é aprofundar o conhecimento científico e discutir uma série de questões relacionadas ao assunto, como o movimento das placas tectônicas", acrescenta.
O Pulga na Idéia, que possui aproximadamente 2 mil visitas por mês, deixa o internauta livre para mandar fotos, desenhos e dúvidas. Traz dicas de livros, filmes e atividades científicas, além de contar com um glossário com as palavras mais difíceis que aparecem no decorrer dos textos.
"Além de existir uma grande falta de conteúdo de ciência voltado para as crianças, o jovem acaba ficando defasado. Na maioria dos casos, o currículo escolar não consegue acompanhar os avanços da ciência", disse Juliana. "Por conta disso, estamos em busca de parcerias para que possamos dar continuidade a esta iniciativa de divulgação científica."
Mais informações: www.pulganaideia.com.br.
(Agência FAPESP — Fundação de Amparo à Pesquisa no estado de São Paulo)