Notícia

Gazeta Mercantil

Para detectar falsificação em remédios

Publicado em 02 maio 2001

Por Elle Vitachi - Araraquara
Um kit desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Araraquara (SP), detecta, em segundos, falsificação ou adulteração de dois princípios ativos de determinados medicamentos. Um deles é dipirona, encontrado em remédios utilizados como analgésicos e antitérmicos; o outro é metanamina, presente em medicamentos para infecções urinárias. A pesquisa, orçada em R$ 100 mil, foi financiada pelo Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e teve apoio da Unesp. O kit pode ser adquirido junto ao Instituto de Química, por meio da Fundação de Apoio Ciência Tecnologia e Educação, Facte, órgão responsável para comercialização de projetos desenvolvidos no Instituto de Química. EMPRESÁRIO PERNAMBUCANO LANÇA TILÁPIA SEM ESPINHAS Jomeri Pontes — Recife Um "bife" de tilápia está sendo testado em Pernambuco. A nova forma de apresentação do pescado foi desenvolvida pelo empresário Romero Magalhães, cuja empresa Tilápias do Brasil, de Itacuruba (PE), já produz 4 toneladas/mês do alimento e tem estrutura para chegar a 15 toneladas no mesmo período. Para quem pensa que a invenção não passa de um filé — como se faz com qualquer tipo de pescado —. Magalhães explica que foram necessários dois anos de pesquisas para se chegar ao produto com a apresentação que tem hoje. Segredo - Ele conta que primeiro o peixe passa por uma máquina de despolpar, que separa a carne da tilápia das espinhas, do couro e das cartilagens. "Depois são acrescentados à carne os ingredientes, inclusive temperos, para dar-lhe a sustentação de um bife", diz. Segundo o empresário, a fórmula desses ingredientes — que ele trata como segredo industrial — foi desenvolvida por engenheiros de alimentos. Enquanto espera uma chance de se lançar comercialmente no mercado, o "bife" de tilápia, que pesa 40 gramas, está sob o crivo de nutricionistas e degustadores. Já venceu a primeira barreira ao ser incluído, uma vez por semana, no cardápio do almoço fornecido pela empresa Paladar para operários de um dos canteiros de obra da Construtora OAS. PROVAS - Também foi colocado à prova para degustadores das cidades pernambucanas de Itacuruba, Petrolândia e Cabo de Santo Agostinho, e até já esteve à venda na rede de supermercados Super-box, mas não por muito tempo. O motivo foi uma alta de 40% no custo do produto causada pela necessidade de uma embalagem para a exposição. O "bife" de tilápia custa, hoje, R$ 4,20 o quilo, contra R$ 4,50 do quilo do peixe eviscerado e R$ 9,00 do filé. Com seu produto, Magalhães visa principalmente a venda para uso na merenda escolar. Ele argumenta que seria uma forma de acostumar as crianças a comer peixe. A diferença do filé para o "bife" de tilápia, explica Magalhães, está no fato de que o filé mantém algumas espinhas do peixe, tornando-se impróprio para ser distribuído as crianças.