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Protec - Pró-Inovação Tecnológica

Para atrair investidores "anjos", é essencial ser inovador

Publicado em 31 julho 2012

Encontrar investidores para alavancar os negócios nos primeiros anos de mercado, fora do espaço protegido das incubadoras, é um dos maiores sonhos das empresas nascentes. Organizações como a Inova Venture Participações (IVP) e a Anjos do Brasil estimam ter mais de R$ 32 milhões para investir em negócios iniciantes, em 2012. Há também linhas de financiamento com editais disponíveis para este ano, para empreendimentos graduados ou em processo de graduação.

O IVP, com sede em Campinas, no interior paulista, busca startups de tecnologia para aportar capital financeiro e intelectual. Em 2012, tem R$ 2,5 milhões para investir nos novos negócios. "Este ano já aplicamos em duas companhias e pretendemos realizar mais três investimentos até dezembro", diz o diretor-presidente Alexandre Picchi Neves.

A sociedade de participações existe desde 2011 e tem como acionistas 48 executivos e empresários que também apoiam o desenvolvimento dos negócios investidos por meio de orientação estratégica e acesso a redes de relacionamento. Já investiu na Empreendemia, uma rede social para micro e pequenas empresas, e na MobWise, dona de um aplicativo móvel com informações sobre o trânsito.

"Queremos, preferencialmente, empreendimentos inovadores que justifiquem investimentos de até R$ 500 mil", afirma Alexandre Picchi Neves. "Podem ser também negócios consolidados, mas que estejam desenvolvendo novos produtos." O grupo torna-se sócio minoritário da empresa e indica conselheiros para promover a aceleração dos negócios.

A Anjos do Brasil, com sede na capital paulista e atuação em cinco estados, funciona como uma rede de investidores, sem um valor fechado de recursos disponíveis. "Mas, este ano, estimamos um capital potencial de mais de R$ 30 milhões para, pelo menos, 30 startups", afirma Cássio Spina, fundador da organização criada no ano passado.

Os investidores vêm de segmentos como TI, biotecnologia, educação e energia, e já fizeram mais de 30 aportes, estimados em R$ 10 milhões. O alvo são empresas inovadoras, com um mercado potencial à vista.

Para os interessados em atrair o capital desses investidores, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) realiza em Foz do Iguaçu (PR), em setembro, durante o XXII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, o Seed Forum Finep, um evento que oferece capacitação e oportunidades de investimento para incubadas e graduadas.

Os empresários precisam apresentar seus negócios em até dez minutos para investidores convidados. Para participar, é necessário ter um faturamento de até R$ 16 milhões ao ano.

Nos últimos cinco anos, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já realizou 12 edições do Seed Forum, com apresentações de 145 empresas. Do total, cerca de 20% foram apoiadas por investidores corporativos e fundos de capital semente.

"O programa de subvenção econômica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) também é uma boa oportunidade para os novos empresários, e está com edital aberto até 13 de agosto", lembra Rodrigo Mendes, diretor da Incubadora Tecnológica de Empresas de Sorocaba (Intes). A Fapesp lançou, no início do mês, em parceria com a Finep, três chamadas de propostas para apoiar a pesquisa em empresas paulistas de pequeno porte, com recursos de R$ 45 milhões.

A pernambucana MobiClub ainda não recorreu a linhas de financiamento, mas foi premiada com um aporte de R$ 100 mil dos patrocinadores do evento de cultura digital Campus Party. "Fomos campeões do concurso "Campuseiros Inventam", com um projeto de pagamento de contas por celular. O dinheiro foi direcionado para o desenvolvimento de novas soluções e na contratação de consultorias empresariais e jurídicas para a formatação de contratos de parceria.

(Fonte: Valor Econômico - 31/07/2012)