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País perde mais de R$ 700 milhões com enchentes em São Paulo

Publicado em 15 março 2013

Cada ponto de alagamento na cidade de São Paulo representa uma perda econômica média de R$ 1 milhão para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. E isso significa uma perda de mais de R$ 700 milhões por ano para todo o País.

Professor titular da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e autor da pesquisa, Eduardo Amaral Haddad usou dados do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo, para identificar 749 pontos de alagamento que ocorreram ao longo de 2008. A partir disso, ele mapeou as empresas localizadas entre 50 e 200 metros do alagamento, que são afetadas de diferentes formas. Além do mais, continua o economista, "os clientes não chegam, as entregas não saem. A cadeia de valor é interrompida". Segundo ele, além do impacto direto na firma, o estudo tentou entender as consequências no restante das cadeias de valor.

Multiplicando a perda média por ponto de alagamento pelo total mapeado em 2008 pela CGE, a pesquisa de Haddad, que contou com a coautoria da mestranda em Teoria Econômica Eliane Teixeira, chegou a um prejuízo de R$ 250 milhões em termos de PIB (Produto Interno Bruto) do município, em 2008. Fazendo uma projeção para este ano, mantendo os mesmos pontos de alagamento, o economista calcula uma perda R$ 336 milhões, só para o município. De acordo com o professor Eduardo Amaral Haddad, foi possível estimar também os efeitos que as recorrentes enchentes na capital paulista em escala nacional. Isso porque, conforme consta numa versão do artigo para discussão publicada nesta sexta-feira no Nereus, "a cidade de "São Paulo está diretamente envolvida em 14,1% em todo o fluxo comercial do País".

Dessa forma, o PIB do País deixou de acumular, por interrupções das cadeias produtivas de empresas paulistanas ocasionadas pelos alagamentos, só em 2008, R$ 560 milhões. Projetando para 2013, caso os mesmos pontos de alagamento sejam registrados, o estudo fala em perdas de R$ 762 milhões.