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Plantão News (MT)

'Pai da internet' no Brasil é indicado a comitê gestor das redes

Publicado em 08 janeiro 2021

Conhecido como o "pai da internet" brasileira, o engenheiro Demi Getschko foi indicado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, como o representante de notório saber do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Getschko e o ministro se reuniram na manhã desta quarta-feira (6/1) e trataram de assuntos voltados para a rede mundial de computadores. Além do MCom, a indicação deve ser referendada pela Casa Civil e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Durante a reunião, Getschko destacou que o Brasil é o quarto país em número de Pontos de Troca de Tráfego (PTT) no mundo, sendo que um desses pontos está localizado em São Paulo, considerado o maior do planeta. Esses PTTs, na prática, garantem a conexão segura, rápida e confiável; e facilitam a conexão entre diferentes provedores.

Getschko é formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em engenharia elétrica, com mestrado e doutorado em engenharia. Ele foi eleito para o Hall da Fama da Internet em 2014, na categoria "Conectores Globais" por seu papel central no estabelecimento da primeira conexão de internet no Brasil. Também integrou importantes organismos internacionais, como a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) e a Country Code Names Support Organization (CCNSO).

O CGI é composto por nove representantes do setor governamental, quatro do setor empresarial, quatro do terceiro setor, três da comunidade científica e tecnológica e um de notório saber em assuntos de internet.

O comitê possui várias atribuições, dentre elas o estabelecimento de diretrizes relacionadas ao uso e desenvolvimento da internet; a administração do registro de domínios ".br"; e a promoção de padrões técnicos para a segurança das redes. É o CGI, por exemplo, o responsável pelo registro dos sites comerciais, organizacionais, governamentais, de universidades e da área militar com domínio brasileiro.

História da internet no Brasil

A primeira conexão no país nos remete a 1989, quando a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) se conectou ao Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Illinois, nos Estados Unidos. Essa linha permitiu o acesso de pesquisadores brasileiros às informações e aos contatos com seus pares naquela instituição dos EUA e em outras instituições em solo norte-americano e também na Europa por meio de uma das processadoras de internet.

A conexão funcionava via linha telefônica ponto a ponto, sem necessidade de discagem, por um fio de cobre dentro de um cabo submarino. Isso em uma época sem fibra ótica.

O presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Eduardo Parajo, também participou do encontro no Ministério das Comunicações, em Brasília-DF.

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