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Ouro Fino tem novo sócio BNDESPar fechou parceria de R$ 105 milhões com o grupo

Publicado em 03 julho 2007

O Grupo Ouro Fino acaba de fechar uma parceria de R$ 105 milhões com o BNDESPar - empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDESPar entra como sócio em 20% do grupo e atuará junto ao Conselho Administrativo. De acordo com Laura Mattos, gerente de investimentos do BNDESPar, o banco não participará de forma direta na administração. "Nosso representante estará como conselheiro e contribuirá na definição das diretrizes e acompanhamento das estratégias", explica.

De acordo com o presidente da Ouro Fino, Jardel Massari, a parceria só se efetivou porque o BNDESPar tem como uma das funções estimular o desenvolvimento sócio-econômico. "Poderíamos ter escolhido outro investidor, mas dificilmente teria o mesmo enfoque do novo sócio", diz Massari.

A negociação permitirá que a Ouro Fino invista em novas oportunidades de negócios de forma sustentável. Desde 2001, o grupo cresce em média 25% anualmente, e neste primeiro semestre, seu crescimento foi de 30%. "As taxas de crescimento, a capacidade de gerar valor e de identificação de novas oportunidades de negócios foram decisivos para que o BNDESPar escolhesse a Ouro Fino", diz o gerente de investimentos do BNDESPar Luiz Antonio Souto. "De certa forma, é um caminho natural após anos de parcerias de sucesso para os dois lados."

No ano passado, a Ouro Fino faturou R$ 140 milhões e a expectativa para 2007 é de chegar a R$ 190 milhões. Essa meta será alcançada com novos produtos e projetos que já estão em andamento. "Agora ganhamos velocidade para alavancar três áreas principalmente: biológicos, defensivos agrícolas e a internacionalização", explica o diretor administrativo financeiro, Fábio Lopes. Ele ressalta que a empresa planeja abrir capital em três ou quatro anos: "A abertura de capital deve ser sustentável, e não apenas uma janela de oportunidade." A preparação para essa nova fase já começou há algum tempo, com a adoção de boas práticas de governança corporativa, profissionalização da gestão, transparência em relação ao mercado e investimentos nas áreas de recursos humanos e social, duas grandes preocupações da empresa. "Essa decisão poderá transformar o Grupo Ouro Fino em uma empresa de capital nacional ainda maior e mais competitiva em um mercado dominado por multinacionais", afirma o gerente da área industrial do BNDES, Luiz Antonio Baptista.

Novas áreas de investimentos - As primeiras operações da Ouro Fino com o BNDES foram em 1999, na área de exportações. A partir daí, alguns financiamentos foram fechados, como a construção da nova fábrica em Cravinhos, a mais moderna da América Latina, e as novas plantas de hormônios e biológicos. Cerca de 90% dos negócios da Ouro Fino são relativos a medicamentos para saúde animal (bovinos, eqüinos, aves e suínos) e também produtos para animais de companhia (cães e gatos).

Para o desenvolvimento da área de biológicos, o grupo está construindo uma fábrica de vacinas contra a febre aftosa com capacidade de produção de 60 milhões de doses por ano, a partir de 2008. No ano seguinte, em 2009, os laboratórios também produzirão outras vacinas veterinárias.

Além dessa nova fábrica, que abrirá cerca de 40 postos de trabalho; no ano passado, o grupo fechou uma parceria com o Instituto Butantan para a criação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Imunobiológicos Veterinários. É uma das primeiras parcerias público-privadas (PPP's) aprovadas no País neste segmento e produzirá inicialmente a vacina anti-rábica e o soro antiofídico.

A Ouro Fino investe pelo menos 5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), pois entende a inovação como um diferencial competitivo. Por esse trabalho, foi vencedora do Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica 2005, categoria Grande Empresa. Na área de pesquisa e tecnologia, mantém 10 convênios com instituições públicas, quatro convênios com empresas privadas de pesquisa e três com universidades privadas. Entre os grandes parceiros nesta área, estão a Fapesp e a própria FINEP. Só em 2006, o grupo transformou em novos produtos, 13 projetos aprovados.

Uma área inédita de atuação e que está em planejamento é a entrada, em 2008, no mercado de defensivos agrícolas. O portifólio inicial terá de 15 a 20 produtos, e o local de construção dessa unidade será definido em breve.

O próximo passo, previsto para 2009, é o investimento na internacionalização. O grupo planeja entrar nos mercados norte-americano e europeu, tradicionalmente mais fechados e exigentes, mantendo o Brasil como plataforma de produção.

Fonte: Com Texto Comunicação Corporativa / Andressa Sirino